terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Tomada de Posse


Decorrerá no próximo dia 19 (Quinta-Feira), pelas dezanove horas e trinta minutos no restaurante Solneve (junto ao pelourinho), o jantar relativo à tomada de posse da nova direcção do núcleo Sexto Empirico. Não estando esta iniciativa limitada somente aos alunos de filosofia, toda a comunidade académica (e não só...) poderá também participar nesta festa, nesta comunhão de ideias, aproximações, toques, enfim, todo um naipe de razões que prometem uma noite bastante "platónica"...

Para mais informações e respectivas marcações contacte o e-mail:
sexto-empirico@hotmail.com
ou
912852859
932854665

Sexto Empirico

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

HISTÓRIA E FILOSOFIA DA MATEMÁTICA NA UBI

Qual é a natureza do conhecimento matemático? A matemática é redutível a princípios lógicos? As demonstrações matemáticas são todas igualmente válidas? Será a matemática uma mera manipulação de símbolos, sob determinadas regras, semelhante a um jogo? Será que existem objectos matemáticos abstractos ou, na verdade, alegados objectos matemáticos são meros objectos ficcionais das teorias matemáticas tal como o Pai Natal é um objecto ficcional das histórias infantis? A matemática é indispensável nas teorias empíricas?
Estas são algumas das questões analisadas na disciplina História e Filosofia da Matemática (HFM) em exercício na UBI. A HFM na tradição analítica da filosofia, a grosso modo, distingue-se por desejar expressar pensamentos de forma clara, rigorosa e logicamente disciplinada. Em particular, nesta disciplina estabelece-se um continuum entre a filosofia e a matemática/ciência onde episódios da história da matemática/ciência são usados como uma fonte de levantamento de problemas filosóficos.
A disciplina de HFM é uma disciplina do curso de Matemática (3º ano). Como sempre, todos os alunos do curso de Filosofia que desejem frequentar, assistir ou participar nesta disciplina serão bem-vindos.

Mais informações, http://ecastro.com.sapo.pt
O Docente
Eduardo Castro

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Problema Humano da Felicidade








Entrevista a
Jorge Humberto Dias

Entre as 19h e as 20h, o Programa PROVA ORAL da rádio ANTENA 3, vai entrevistar Jorge Humberto Dias, Consultor Filosófico e Director do Gabinete PROJECT@.

O tema da entrevista é o «Problema Humano da Felicidade», o qual será objecto de um Workshop/Curso de Formação, a ministrar no próximo dia 8 de Fevereiro (Domingo), em Lisboa.


A entrevista será dirigida por Fernando Alvim, que ultimamente tem aparecido na publicidade da TMN sobre o tarifário «Moche», além de coordenar o programa Curto-Circuito na SIC Radical.

Jorge Dias tem trabalhado o tema da Felicidade nos mais diversos contextos. O mais recente foi uma Conferência proferida no Grupo de Investigação de Filosofia Aplicada da Universidade de Sevilha, onde explorou a relação entre as ideias do Pensador Espanhol Julián Marías e o Aconselhamento Filosófico com pessoas que procuram a sua felicidade. Jorge Dias investiga sobre a Felicidade desde 1998.



sábado, 31 de janeiro de 2009

Filosofia sem fronteiras

STUK, Leuven, 20 de Outubro de 2008

Saudações cordiais,
Este momento parece-me propício para iniciar uma reacção proveniente da experiência diferente/diferida em terras flamengas e bravantes. Da novidade positiva que constitui saliento todo o mundo novo apresentado e todo o mundo novo emergente.Já que Erasmus de Roterdão passou e encontrou em Leuven uma visão do mesmo mundo novo equidistante, penso que, querendo, perante as milhas de estantes já vistas e pouco relidas, uma oportunidade de raciocinar com a benemérita realidade trapista uma nova cosmovisão do mundo que me foi permitida.De todas as cores e credos, ou crenças, suponho ver contributos já fecundos, no entanto, não totalmente realizados ou aproveitados para quem aprouver.Pois então destas palavras fica uma primícia do que procurei, uma partícula do que encontrei e uma esperança valorativa do que deixarei.

Atenciosamente,
Aluno de filosofia da UBI em Erasmus

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Situações...

Já não tenho freio nas minhas próprias palavras. Se dou um conselho, mesmo que boa a minha intenção, nunca sei se mais valia ter ficado calado. Se, pelo contrário, permaneço calado, esgoto-me sempre em falta comigo mesmo: poderia ter feito qualquer coisa...
Tal é o compromisso que tenho com o mundo; quer me cale ou não, quer ande ou fique parado: escolho-me; escolhendo-me a mim e ao mundo.
Subiamos as frias ruas da Covilhã. Ao fim de três meses de pausa académica, acompanhava agora Álvaro até à porta de sua casa. Quando, e já no meio da caminhada, espicaçada a minha curiosidade pelo seu aparente distanciamento, me (e)levou esta a consciência à interrogação: Que se passa hoje contigo, Álvaro?
Maldição das maldições! O juiz tinha dado ordem para que princípiasse a marcha!
Falara-me Álvaro, de um pai ausente, que só à coisa de dois meses, se revelara ao pequenos mas profundos olhos verdes do desajeitado filho, e que amanhã - logo amanhã! - faria 54 anos... A mãe de Álvaro, naturalmente, não tinha ficado muito contente com súbita aparição, - após 21 anos do nascimento de Álvaro. Talvez tivesse ela - medo! - que este lhe "roubasse" o seu único filho. Talvez fosse isso...
Depois de aceso um cigarro, Álvaro relatava-me a forma como a sua mãe ultimamente o importunava insistentemente com as "causas" que levaram à separação do casal. Juventude; falta de maturidade; desconhecimento; negação de compromisso... Enfim, todo um rol de palavras sempre insuficientes para determinar um homem livre.
O problema é, hoje fazia anos o seu pai, e Álvaro não conseguia encontrar razões bastantes para aceitar ou, pelo contrário, renunciar ao seu convite... passar o dia deambulando pelos altos da serra... na tentativa de nos conhecermos melhor... Álvaro, no fundo, sabia que sua mãe, legitimamente, não iria ficar contente se aceitasse tal proposta, e afinal, este seu "pai" não passava ainda de um homem estranho, - um perfeito estrangeiro...
Parámos por fim, em frente à porta de sua casa, mas ele há muito me abandonara no caminho... Na verdade! A partir do momento da sua confissão, eu nunca estive com ele!
O que devo fazer? Importunou-me ainda por uma última vez!
O que devo fazer? Eu, como de costume, nada disse... Ele também, nada me pediu... Desejamos, por fim, um boa noite mútuo; ele desapareceu pelas recém-caiadas paredes de sua casa, e eu prossegui a minha caminhada...
No fundo, eu tinha consciência, - Ele tinha consciência! -, poderiamos ter perdido a noite inteira em frente à porta de sua casa, colocando pesos sobre pesos na balança que ela decerto não tenderia favoralmente para lado algum... Eu tinha consciência, - ele tinha consciência! -, e já no rebordo da minha cama, imaginava-o acendendo um último cigarro na varanda, repetindo a mesma pergunta aos céus e além-céus, - O que devo fazer? -, sem que dos céus e além-céus sobreviesse resposta alguma, não sendo, - o eco da sua própria pergunta...

David Santos aluno de filosofia na UBI

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Eleições Sexto-Empirico

No dia 9 de Janeiro (sexta-feira), decorrerá junto ao bar da Faculdade de Letras, as eleições com vista a eleger os próximos representantes do Núcleo Sexto--Empirico. Única candidata, a lista Z apresenta-se com os seguintes membros:

Direcção

Presidente: Diogo Gomes
Vice-Presidente: David Santos
Secretário: José Pinto
Tesoureiro: Ezequiel Gomes

Assembleia

Presidente: Joana Cardoso
Vice-Presidente: André Santos
Vogal: Luis Mendes


Sexto-Empirico

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

domingo, 21 de dezembro de 2008

O que é que eles dizem...

Aluno do PRIMEIRO ano de filosofia na UBI
«No jardim há uma árvore. Dizemos dela: a árvore é um belo porte. É uma macieira. Ela está pouco rica de frutos este ano. Os pássaros que cantam gostam de a visitar. O arboricultor poderia ainda dizer acerca dela outras coisas. O sábio botânico que representa a árvore como um vegetal pode estabelecer uma quantidade de coisas sobre a árvore.
Finalmente, um homem estranho vem e diz a este respeito: “A árvore é. Que a árvore não seja, isso não é.”
O que é que, agora, é mais fácil de dizer e de pensar: tudo aquilo que, dos mais diferentes pontos de vista, se sabe dizer sobre a árvore, ou então a frase: a árvore é?»
Heidegger
Eu aluno do primeiro ano de Filosofia escolho a árvore é.

Aluno do SEGUNDO ano de filosofia na UBI
A decadência da filosofia é um facto. E os culpados quem são?
É bolonha? Também.
São os alunos? Muito pouco.
São os professores? Alguns.
É triste ver morrer um curso a que muitos filósofos já chamaram o saber mais.
No ano que passou, era notório o desinteresse dos alunos, este ano lectivo o desinteresse ainda é mais acentuado; a prova provada é que cada vez o curso tem menos seguidores. Para uma possível mudança, pouco haverá a fazer mas ficam aqui algumas sugestões:
- aos professores que não tenham vocação para ensinar, mudem de profissão.
-aos professores que não chegam a horas de ministrar as aulas, que reduzam os horários.
-aos professores a quem a democracia os afronta, que deixem a sua ideologia à porta da sala de aula;
- aos professores menos atentos à mudança, que façam uma reciclagem;
Os alunos não vem às aulas ou chegam atrasados, porque não são motivados ou porque os professores também não chegam a horas . Isto são factos.
Um apelo aos professores:
Cumpram e depois exijam.
Os alunos que pagam, impostos e propinas exigem que a universidade dê mais saber.
O facilitismo, o medo, a falta de organização, irá condenar não a filosofia, mas sim o curso de filosofia.
O funeral está para breve.

Aluna do TERCEIRO ano de filosofia na UBI
«A filosofia nasce do espanto». Frase proferida por Aristóteles e subscrita pela UBI. Todavia ela sobe ao palco de diferentes maneiras. É então sentada na plateia, reduzida a duas ou três pessoas , que por vezes me deixo invadir pelo tão raro e caro “deleite intelectual”, que alguns docentes ainda conseguem suscitar e fazer acreditar que a filosofia no seu puro sentido socrático não ficou perdida, algures no tempo dos afonsinhos. Contudo consigo ter na mesma instituição e no mesmo curso, professores que exercitam a nossa pontualidade e a nossa capacidade de memorização e ATENÇÃO , ainda estamos a falar de filosofia! Inconformada com toda esta situação ainda pergunto: Há alguma coisa a fazer? Talvez tenhamos perdido o kairos, e assim sendo resta-nos lamentar e ... desejar feliz natal.