sábado, 4 de fevereiro de 2012

Husserl



O centro de estudos de Filosofia (CEFi) da faculdade de ciências humanas da UCP vai realizar um curso livre subordinado ao tema: a ideia de Europa em Edmund Husserl, em cinco sessões: 28/02; 06/03; 13/03; 20/03 e 27/03 de 2012 entre as 18h e as 20h. Orientado pelo Professor Doutor Carlos Morujão. Inscrições limitadas com certificado final de participação.

Mais informações em: http://cefi.fch.lisboa.ucp.pt/

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Reflexões esparsas

A autonomia é a condição ética para nos podermos, com legitimidade, auto-afirmar. Sermos autónomos é tão simples como não dependermos de terceiros, isto, em diversos níveis e que não são necessariamente inter-dependentes, assim, podemos não ser autónomos ao nível financeiro, mas podemos ser autónomos ao nível cognitivo, e podemos, inclusive, não ser autónomos em quaisquer destes níveis. Assim, quando não somos autónomos, dependemos de terceiros, e se dependemos de terceiros já não somos soberanos – já estamos a ver aonde esta conversa nos pode levar! Mas, o pior, é que se não formos autónomos a nossa legitimidade moral para podermos formular juízos morais sobre aquilo em que precisamente não somos autónomos, por assim dizer, cai por terra.
Para que as coisas se possam tornar mais claras, vamos àquilo a que Marx chamava de “robinsonadas” (aqueles exercícios engraçados que os economistas liberais gostavam de fazer para explicarem os seus argumentos): imaginemos pois, que caímos em tal estado miserável, que passamos a depender inteiramente da bondade do vizinho, ou de uma dessas instituições sociais de caridade. Imaginemos pois, que dependemos, para nossa sobrevivência, dos trocos que o nosso vizinho caridosamente nos dá, ou da comida que certa instituição social nos fornece. Nesta situação hipotética, que legitimidade temos afinal, para nos queixarmos sobre se a comida que nos chega dessa instituição de caridade tem muito ou pouco sal, ou se os trocos que o vizinho nos dá só chegam para comprar latas de atum?
Concluímos então que, para podermos, com legitimidade, nos auto-afirmarmos, isto é, para podermos expor – sem sermos olhados de viés - os nossos pontos de vista e fazer vincular perante os outros a nossa posição sobre dada situação, torna-se necessário, por “contingência ética”, que sejamos autónomos.
Mas, claro, isto é apenas mais uma grande “robinsonada”, porque, na verdade, a autonomia, nomeadamente a financeira (aqui mais fácil de entender), não depende somente, e por vezes não depende de todo, da nossa exclusiva vontade. Se uma dada economia não cresce, não cria postos de trabalho, como é que o nosso amigo que caiu na miséria pode, novamente, recuperar a sua autonomia financeira – ainda que essa seja a sua vontade. Neste caso, é evidente que o nosso amigo tem legitimidade moral para julgar as políticas que um dado governo tomou ou tem tomado e que, do ponto de vista do nosso amigo, tem prejudicado a sua autonomia financeira. Da mesma maneira que um Estado, que ainda que já tenha verdadeiramente perdido a sua autonomia (consequentemente, a sua soberania) e dependa financeiramente de terceiros, tem legitimidade moral para criticar certos acontecimentos ou contextos, se, esses mesmos acontecimentos ou contextos, não dependem de todo, de sua exclusiva determinação, e que, ainda assim, ou por isso mesmo, tiveram por efeito, directa, ou indirectamente, a falência progressiva da sua autonomia.
Claro que, no final de todas as contas feitas, tudo se volta a embrulhar de novo. Já que, por um lado, tanto o nosso amigo como a grande figura do Estado, e ainda que não sejam autónomos em certo aspecto ou em vários aspectos, podem ter, ainda assim, legitimidade moral, para formular juízos éticos, para se auto-afirmarem, alegando legitimamente que a situação a que chegaram – a tal perda de autonomia - não foi provocada por sua exclusiva vontade, ou por quaisquer factores “endógenos”. Mas, por outro lado, e porque dependem de terceiros, a sua capacidade de se auto-afirmarem volta a estar condicionada pela tolerância de terceiros (para não dizer outra coisa) porque, exactamente, não são autónomos. Eis, talvez, o drama do nosso amigo, de Portugal, da Grécia e de mais uns poucos.
David Santos.

domingo, 14 de novembro de 2010

Dia Internacional da Filosofia

Dia 18 de Novembro pelas 20:30 no Clube União assinalamos o Dia Internacional da Filosofia. Juntem-se a nós!


Confirmações para o email até às 18:00 horas de terça-feira.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Emergência e Autonomia do Político


Colóquio Internacional «Emergência e Autonomia do Político (Tardo-Medievo e na Proto-Modernidade)» no âmbito do IPF - Instituto de Filosofia Prática da Universidade da Beira Interior – Covilhã, nos dias 25 e 26 de Novembro.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Ordenamento Territorial na UBI


No dia 19 de Novembro, pelas 17 horas, no Auditório da Biblioteca Central - pólo I da Universidade da Beira Interior -, o Arquitecto Gonçalo Ribeiro Teles apresentará uma palestra sobre Políticas do Ordenamento Territorial.


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Escolhidos os vencedores dos prémios de mérito científico Universidade da Beira Interior/Santander Universidades

Já se encontram escolhidos os vencedores da edição de 2010 dos prémios de mérito científico Universidade da Beira Interior/Santander Universidades relativos às cinco faculdades que integram a UBI.
José da Silva Rosa é o premiado da Faculdade de Artes e Letras, pelo “trabalho de grande mérito científico, da sua obra como pensador que tem no pensamento da tradição cristã, em geral, e nas obras de Santo Agostinho, em particular, a sua mais decisiva referência, assim como a sua principal fonte de inspiração. Na sua obra sobressai, além disso, uma inegável dimensão humanista, declinada numa profusão de temas da cultura portuguesa e lusófona, que tem estudado em profundidade, sendo o seu mais significativo projecto académico a criação, em 2008, da LusoSofia, Biblioteca on-line de Filosofia, um importante repositório de textos da cultura e do pensamento em português, que conta já com um conjunto de textos significativos.”

Notícia completa AQUI.

domingo, 24 de outubro de 2010

Jornadas multidisciplinares "Representações da Portugalidade"


A ter lugar nos dias 28 e 29 de Outubro, no anfiteatro I (Parada) da Faculdade de Artes e Letras.

Dos muitos modos de ver as várias facetas da Portugalidade, é possível gerar um encontro entre distintas linguagens, objectos e perspectivas sobre a identidade portuguesa. Para lá de uma pretensa ou presumível essência, que não tem de resumir o essencial da portugalidade, muito menos dispor de contornos precisos, é ambição destas Jornadas apreciar a pluralidade e eventual singularidade dos elementos da portugalidade, num diálogo multidisciplinar, cultural e aberto, entre o material e o simbólico, a representação e a produção, o passado e o futuro. Porque a identidade não tem apenas a ver com o que somos e de onde vimos, mas também com o que queremos fazer com aquilo de que dispomos.

Por ocasião da celebração do centenário da República, a Faculdade de Artes e Letras, que também celebra um decénio de existência, propõe-se reflectir de forma multidisciplinar sobre as "Representações da Portugalidade", num encontro científico-cultural que reúna pessoas de diversas áreas: Filosofia, História, Cinema, Literatura, Ciências da Comunicação, Antropologia, Sociologia e outras ciências sociais.


Para ver cartaz, clique AQUI.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Colóquio sobre Filosofia e Filologia

O Instituto de Filosofia da Linguagem da Universidade Nova de Lisboa reiniciará no próximo dia 14 de Outubro o seu Seminário de Crítica Genética. O seminário insere-se no âmbito do projecto “As Investigações Filosóficas de Wittgenstein: Reavaliando um Projecto”, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, e continuará a debruçar-se sobre os textos das várias versões desta obra existentes no espólio do autor. O objectivo é extrair consequências filosóficas da análise filológica desses textos e ao mesmo tempo fomentar a abordagem crítico-genética no estudo de outras obras.

As sessões decorrerão às quartas-feiras, das 16 às 18 horas, na sala 1.06 do Edifício ID da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas.

Para mais informações sobre o projecto, visite www.wittgensteinpi.squarespace.com.

Seminário de Crítica Genética

O Instituto de Filosofia da Linguagem da Universidade Nova de Lisboa reiniciará no próximo dia 14 de Outubro o seu Seminário de Crítica Genética. O seminário insere-se no âmbito do projecto “As Investigações Filosóficas de Wittgenstein: Reavaliando um Projecto”, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, e continuará a debruçar-se sobre os textos das várias versões desta obra existentes no espólio do autor. O objectivo é extrair consequências filosóficas da análise filológica desses textos e ao mesmo tempo fomentar a abordagem crítico-genética no estudo de outras obras.

As sessões decorrerão às quartas-feiras, das 16 às 18 horas, na sala 1.06 do Edifício ID da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas.

Para mais informações sobre o projecto, visite www.wittgensteinpi.squarespace.com.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Divulgação do resultado do concurso: UBI, Jovem filósofo

O concurso para a primeira edição do Prémio UBI Jovem Filósofo, instituído pela Comissão de Curso de Licenciatura em Filosofia da Universidade da Beira Interior (UBI), em colaboração com a Lusosofia – Biblioteca on-line de Filosofia – propôs o seguinte tema: Arte, Conhecimento e Comunicação.

Concluído o processo de admissão e avaliação das candidaturas, o seu promotor anuncia que o Júri decidiu, por unanimidade:

i) Atribuir ao ensaio da autoria de Mariana Nobre Caeiro Maia de Oliveira, o primeiro prémio, que corresponde à publicação do ensaio vencedor, à apresentação do trabalho na aula da área científica correspondente à questão que vai a concurso, a um fim-de-semana para duas pessoas num estabelecimento da rede “Pousadas da Juventude” e à atribuição de um certificado.

ii) Atribuir uma Menção Honrosa ao ensaio intitulado “Arte, Conhecimento e Comunicação: Múltiplas Formas de Expressividade Humana”, da autoria de Pedro Filipe de Assunção Rosário.

A composição do júri foi a seguinte: Urbano Mestre Sidoncha (Director do Curso de Filosofia da Universidade da Beira Interior), José Manuel Santos (Coordenador do Instituto de Filosofia Prática da Universidade da Beira Interior), José M. S. Rosa (Responsável pela Lusosofia – Biblioteca on-line de Filosofia).

O documento em que está exarada a decisão do Júri fica depositado no Departamento de Comunicação e Artes da Universidade da Beira Interior e estará disponível para consulta pública.

Em momento oportuno será divulgada a data em que decorrerá a cerimónia de entrega do prémio.