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sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Instituto de filosofia prática muda de sítio (E. C. III)

“Biipppp, Biipppp, Biipppp” afirmou o presidente do IFP. O novo espaço vai ser no Centro Comercial Sporting junto ao centro da Cidade. Dois metros maior que as antigas instalações, o IFP vai inovar e revolucionar todo um processo de intercambio com a cultura erudita oriental, isto porque, o centro comercial Sporting é conhecido pelas fantásticas lojas de indianos e chineses, e uma pastelaria que vende bolos de mel e cariocas de café a um preço baratíssimo. A verdadeira inovação ocorre porque “ vamos discutir junto dos nossos homólogos indianos a filosofia de Osho e com o chineses vamos aprender a verdadeira arte de guerra. Se eles conseguem, nós também vamos conseguir”, afirmava o presidente depois de cravar um budda em mármore a um marroquino.

Curso de filosofia da UBI muda de nome. (E. C. II)

A ideia desta mudança não é fenomenologica, mas sim, um vector de realismo intelectual. A filosofia praticada actualmente, eleva simplesmente a leitura acompanhada, por isso o departamento de filosofia achou justo mudar o nome para – Analise Filosófica. Já no próximo ano lectivo de 2007/08, os alunos que estejam fartos de irem até à FNAC para ouvirem um dasein qualquer, podem faze-lo por 900 euros por ano, numa universidade perto de si.

Professores Universitários da UBI preferem que hora de atendimento de tutória seja feito via Messenger. (E.C. I)

Um semestre depois da implementação do tratado de Bolonha, os resultados não são os esperados. Alguns professores ainda não conseguiram encontrar a solução perfeita para entrar no verdadeiro espírito de relação, Mestre – Discípulo. A fraca participação dos alunos nas sessões de acompanhamento académico (tutória), levou a que alguns professores entrassem de sabática, o pretexto é simples, “epá, vou para casa durante um anito, ler umas cartas desconhecidas em alemão erudito que o Heidegger escreveu à Hannah, enquanto mantinham uma verdadeira relação de mestre – discípula, e depois faço mais uma tese de doutoramento, e quando voltar já alguém tratou da confusão bolonhesa”.
Depois de casos como este, o departamento de filosofia, achou a ideia perfeita, que visa unir o choque tecnológico e o espírito da discussão, tudo isto via Messenger. Depois de uma assembleia geral de alunos e professores de filosofia, onde estiveram cinco pessoas, a discussão complicou-se quando alguns, preferiam o MIRC e outros o Skype, mas ao fim de 4m a decisão foi unânime, o Messenger é o ideal –“porque sempre podemos meter aqueles bonecos giros e uns smiles marados”.

quinta-feira, 27 de abril de 2006

Concurso Criativo - Festejar Immanuel Kant


O Sexto empírico – Núcleo de estudantes de filosofia da Universidade da Beira Interior, associa-se às celebrações do nascimento a 22 de Abril de 1724 de Immanuel Kant, num concurso criativo, em que o tema é a célebre frase: “Duas coisas me enchem o ânimo de admiração e respeito: o céu estrelado acima de mim e a lei moral que está em mim.”

Áreas de apresentação de trabalhos:
-Artes plásticas (escultura, pintura, ilustração e banda desenhada), design gráfico, fotografia, literatura, música, vídeo e multimédia.
-O concurso destina-se a todos os interessados indiferente da nacionalidade ou idade. (Excepto a membros do núcleo - Sexto Empírico)
-Não é necessária ficha de inscrição.
Prémios:
1º - "Free Pass" para Ramboiada de Filosofia - 2 livros - Inscrição de sócio do Sexto-Empirico - Convite para 2 tertúlias.
2º - 1 livro - bilhete Museu dos Lanificios, Covilhã.
- ( Todas as obras de interessado interesse serão expostas numa futura exposição)
Juri:
Fará parte do juri, 2 membros da organização (Sexto Empirico), 4 professores*
*departamento de Letras.
*departamento de Comunicação e Artes
- Todos os trabalhos serão avaliados em conjunto, tendo em conta unicamente o tema do Concurso Criativo, indiferentemente da área de apresentação.
...
Os trabalhos devem ser entregues no Secretariado do Departamento de Comunicação e Artes ou via e-mail
Sexto-empirico@hotmail.com
O prazo para entrega dos trabalhos termina a 22 de Maio de 2006.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2006

Leonor - A princesa Filosófica

Ciclo de entrevistas - "Conversa de corredor"
Professora Ana Leonor


Sem perguntas e sem qualquer ordem de ideias, entrava eu no gabinete da professora Leonor. No princípio até estava tímido e desconfortável, devido, é certo, à brasa que lá estava ( As nossas salas não são tão quentes, é pena, fica já o aviso ao Sr. Reitor).
O conceito era simples. Falar, falar, falar, nem uma única palavra sobre filosofía foi referida, a não ser talvez o gosto apaixonante pelo mestre Sócrates, cujo animal moscardo foi usado como analogia, para definir todo um meio de actuar e pensar do mestre. Ainda íamos a meio da explicação moscardiniana, quando me lembrei daquela série de televisão Que nos dá vontade de cortar os pulsos ou até mesmo matar os nossos pais à paulada, falo é Claro da Xena - a princesa guerreira, e foi aí que tudo se conjugou e tive uma daquelas visões meias “Nostradamicas”. Esta Senhora Professora é a Xena da filosofía, não tem chicote nem anda a cavalo, mas tem um ar intimidante, mas doce e possui carta de condução, quem diria…
A luta dela fez-se entre a arte de seguir teatro, cujos pré - requisitos fez e a de filosofía. Foi na U. Católica que a sua fúria aniquilou tudo e todos com um 17 de nota final, para não falar de um 18 no secundário -via cientifico. Acha-se uma mulher inteligente? “Gosto simplesmente de desafios” – (em suma, sim). Como guerreira nata que é, a justiça é o supra sumo da sua vida, acredita em valores e pensa que só assim é que o homem consegue realizar as suas tarefas terráqueas. Hábitos, hábitos, hábitos, o homem é feito de hábitos, diz-me ela com ar pedagogo. Como artista que é, adora a arte, desde a música, pintura, duvida do niilismo plástico e básico, mas adora o estilo figurativo. Quando falámos do futuro, a conclusão foi simples: está a acabar um mestrado e acha que a Covilhã com estas montanhas e vales todos nos tornam a visão um tanto ou quanto claustrofóbica. Adorei especialmente esta parte, porque me levou a pensar que o rumo da professora fosse outro e assim talvez Hermenêutica II esteja facilitada. Mas há mais, na música gosta de ver um bom concerto de jazz. E como é óbvio os talentos desta alentejana de gema não ficam por aqui, até piano toca. Com tanto talento numa só pessoa, comecei a perceber finalmente porque é que eu não tinha nenhum talento, mas enfim… passei logo para o assunto que menos queria falar, Filosofía. Quanto às correntes filosóficas contemporâneas, o existencialismo capta a sua preferência. A sua vida quotidiana é baseada fundamentalmente nesta área, a possibilidade da vida ser um absurdo não a assusta, antes lhe dá o incentivo e inspiração para encontrar a beleza no mundo. Então Entrevistas deste género devem ter sido um consolo para começar o dia. Já no terminus desta "conversa de corredor" deixa-nos a garantia de gostar da profissão, mas que, como ela mesma já afirmara anteriormente, os seu projectos levam-na sempre em busca do imprevisto. Saudações