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quarta-feira, 4 de junho de 2008

V RAMBOIADA FILOSOFIA

V RAMBOIADA FILOSOFIA 2008

AMANHÃ, 5.ª FEIRA, dia 6, BAR C.C.D. Leões da Floresta

Início às 21 h.
23h : Actuação Tuna Feminina UBI - Moçoilas
1h: Actuação Jerónimo & Cro-Magnon
Fino - 0.50 €
Bifana - 1 €

quinta-feira, 8 de maio de 2008

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Sintomático

Que os filósofos se prestem, muitas vezes, a mal entendidos é um facto conhecido, embora lamentável e, em muitos casos, não muito dificil de explicar. Parecem muitas vezes afirmar, ou negar, aquilo que de facto não tencionam afirmar, nem negar; e assim são tomados como aliados, ou até mentores de correntes de pensamento que, de facto, não aprovam. Acontece muitas vezes que eles próprios não se dão conta das consequências naturais dos argumentos que apresentam; e é um facto comum que gerações posteriores, ou autores com interesses inteiramente diferentes, procurem tranquilizar-se ao isolar e aplicar mal fragmentos de doutrinas filosóficas velhas e respeitáveis.Não sendo a filosofia senão o estudo da sabedoria e da verdade, seria justificado esperar que os que nela dispendem tempo e esforço fruam de maior calma e serenidade espiritual, maior clareza e evidência de conhecimento e sejam menos perturbados por dificuldades e dúvidas que os "outros". Esperança vã! Basta um relance em volta para compreender que é afinal a "massa iletrada" a detentora dessa grande calma. Em geral, tendo a pensar que a maior parte, senão todas, as dificuldades que até hoje entretiveram e divertiram os filósofos foram inteiramente provocadas por nós - que primeiro levantámos a poeira e depois nos queixámos de não conseguir ver.Deus é melhor que merecemos; coloca no homem a aspiração legitima da sabedoria e dá-lhe, ainda por cima, um entendimento em perfeitas condições de a alcançar. Fornece à partida o "hardware" e com ele o "software" que pode correr na "máquina"; ah, e o programa é igual para todos.
Aluno de Filosofia da UBI

sábado, 3 de maio de 2008

Exposição de Bonsai - Biblioteca - UBI

O SEXTO EMPÍRICO


APRESENTA




"O traço mais característico de toda a estética é o aprazimento que esta nos dá na contemplação do mais simples objecto advindo daqui um óbvio afastamento do mundo material e de grandes construções: diria que o wabi sabi é a estética do pormenor na ligação entre homem e natureza até o corpo “transmitir” à mente um sentimento de bem-estar em que todos os objectos adquirem um profundo simbolismo."
-Márcio Meruje
DE 7 A 9 DE MAIO DE 2008
BIBLIOTECA DA UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR

domingo, 20 de abril de 2008

CORPOtraçoCORPO - «verde-oliva» e a importância do azeite na lã

Artesanalmente as ovelhas eram tosquiadas com uma tesoura própria após serem apanhadas e presas as patas. Este trabalho decorria durante os meses de Abril e Maio. A lã era lavada na ribeira. E perto fazia-se uma fogueira, onde se punha uma panela para escaldar a lã em água a ferver. De seguida colocava-se a lã num cesto, para novamente na água corrente da ribeira e agitando a cesta pudesse sair toda a goma da lã. Após secar nos juncos ou pedras da ribeira, a lã era batida ou varejada com paus, para depois ser separada.A seguir, a lã ensopava-se em azeite ou seja, a lã era colocada em talhas de barro com azeite e onde permanecia durante vários dias, para ficar mais macia .Depois de ser retirada das talhas de barro com azeite, era colocada a repousar em cestas, durante mais uns dias.De seguida a lã estaria assim pronta, para ser cardada pelo cardador que o fazia com um utensílio de madeira e pregos.Separada em pesagens de meio quilo, a lã amolecida e alisada pelo azeite, e já cardada, era enrolada em fusos pela fiadeira. E para fazer os novelos, lavavam-se primeiro as meadas de lã, na água da ribeira com uma mistura de sabão e água. Após a lavagem, o enxaguar e a secagem nas pedras da ribeira, iam à dobadeira para a apresentação final em meadas ou novelos.
ALICE VALENTE

segunda-feira, 10 de março de 2008

Gianni Vattimo em Portugal

Foi nos passados dias 4 e 5 de Março que Gianni Vattimo esteve presente no nosso país, para participar em mais uma edição das jornadas de teologia, organizadas pela Universidade Católica do Porto. Este ano o tema era o retorno do religioso, sobre o qual escreve Vattimo na sua obra "Acreditar em acreditar".
Vattimo, no seu estilo sempre polémico, inicia a sua comunicação, em tom de gracejo, dizendo que quando contou aos amigos que ia fazer uma conferência a teólogos aqueles ficaram admiradíssimos, não compreendendo como era possível. O espanto dos amigos tornar-se-á mais compreensível à medida que Vattimo vai desenrolando as suas ideias na conferência.
São vários os assuntos que o filósofo italiano vai desfiando ao longo da sessão. A maior parte relacionados com a Igreja Católica. Ousado e sem "papas na língua" Vattimo coloca uma série de "questões embaraçosas" aos representantes da Igreja Católica que ali se encontravam. Directamente, sem rodeios, Vattimo pergunta porque é que as mulheres não podem ser sacerdotes, uma vez que há falta de vocações masculinas na igreja e as mulheres podem ser excelentes veículos de transmissão do evangelho, tanto ou mais que os homens. Vattimo acrescenta, como forma de refutação aos que defendem que Jesus delegou a missão somente a homens, que nesse sentido, o papa teria de ser judeu e pescador. Nesta altura já o senhor bispo do Porto, D. Manuel Clemente, enrubescia. Vattimo continua, desta vez refere a questão do preservativo. Proibir o uso do preservativo, afirma Vattimo, é passar um atestado de castidade a toda a humanidade. Um outro tema quente foi o da família. Assumidamente homossexual, o filósofo italiano, defende que o conceito de família é muito mais abrangente que a convencional. Família não é somente o casal heterossexual e os filhos. Trata-se igualmente de uma família as monoparentais, os casais homossexuais e tantas outras variações possíveis.
Por todo o anfiteatro ouviam-se sussurros de surpresa. Ninguém esperava este tipo de discurso perante uma assistência repleta de padres e freiras e estudantes de teologia, mesmo no âmago do saber da Igreja Católica.
Este homem admirável, filosoficamente, afirma-se seguidor de Nietzsche e Heidegger. Foi pupilo de Pareyson e, mais tarde, de Gadamer. Tenta conciliar o niilismo nietzschiano com o cristianismo. Defende, com Heidegger, a morte da metafísica. Criador do termo "pensamento débil".
Homem onde os opostos se conciliam, síntese entre contrários, Vattimo afirma que é homossexual, marxista, comunista e católico.
Vale a pena travar conhecimento com este interessante homem dos nossos tempos, até porque ele é extremamente simples e acessível, como tive oportunidade de verificar na curta conversa que tive com ele.


Bibliografia em português:

Acreditar em Acreditar, Relógio d'Àgua, Lisboa, 1998
As aventuras da diferença: o que significa pensar depois de Heidegger e Nietzsche, Edições 70, Lisboa, 1980
O fim da modernidade: niilismo e hermeneutica na cultura pós-moderna, Presença, Lisboa, 1987
Introdução a Heidegger, Edições 70, Lisboa, 1987
Introdução a Nietzsche, Presença, Lisboa, 1990
A sociedade transparente, Relógio d'Água, Lisboa, 1992

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http://en.wikipedia.org/wiki/Gianni_Vattimo ver noticia da sua visita in P

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Texto escrito por: Patricia Calvário - Colaboradora do Sexto Empírico e Licenciada em Filosofia na UBI, actualmente é aluna de Mestrado em Filosofia Medieval na U. Porto.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Bem Vindos. O Sexto Empírico está renovado



Perdido o kairos, em nome do Sexto Empírico, e a todos os que ansiosamente esperaram por uma palavra da nossa parte e a todos os que, revelam sensibilidade para conjugar o pensamento em acção e que continuam a desfrutar das pequenas maravilhas manifestadas pelo acreditar do Núcleo, pois o momento do discurso já lá vai. A verdade é que talvez a inexperiência nos transmita um misto de receios e descontracção que faz parte, segundo dizem, do processo de "entranhar", em alguns de nós ou em todos, o espírito "sem medo" cheio de confiança legado pelos anteriores membros com quem contamos agora e sempre, assim como todos os interessados em manter o núcleo activo, porque acima de tudo é importante que todos se lembrem que o Sexto Empírico é o Núcleo de ESTUDANTES DE FILOSOFIA e os cargos, no fundo, não passam de burocracia e organização para mantê-lo vivo! Entrámos numa nova fase, não prometemos, mas comprometemo-nos desde já a divulgar a Cultura e a fazer parte dela, tentaremos criar uma secção de antigos alunos para que estes continuem a fazer parte da academia, seremos a voz de todos os alunos, tanto da Licenciatura, como do Mestrado e Doutoramento, manifestaremos a nossa colaboração com todos dos Docentes e organismos pedagógicos da UBI, Seremos diplomatas do saber e lutaremos contra o facilitismo banal que a nossa sociedade se habituou. Serão assim mais que bem vindas sugestões para actividades ou pensamentos a partilhar e para que nunca deixemos morrer o núcleo e o blog. Vamos continuar a "encher esta sala de vida"!
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Presidente da Direcção - Joana Tarana

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

A Crítica de Nietzsche à Tradição Ocidental

O objecto da crítica é desvendado por Nietzsche no prólogo do seu livro “Para Além do Bem e do Mal”, a saber, a filosofia dogmática, relativamente à Europa, o platonismo. “A filosofia dogmática foi uma dessas carantonhas quando se manifestou na doutrina dos Veda, na Ásia, ou no Platonismo, na Europa.”
Na opinião de Nietzsche, Platão veio instaurar o erro dogmático mais duradouro e perigoso: o “Espirito puro” e o “bem de si”.
Nietzsche condena e recusa a filosofia inteira. Para ele a filosofia compõe-se de mitos que não têm já a beleza dos mitos da mitologia.
O período da história a cujo o termo lhe é dado assistir manteve-se dominado por largo tempo pelos valores cristãos, que caracterizavam o “espirito do camelo”, ou seja, o espírito de obediência, de sujeição e veneração das velhas tábuas da lei. É um espírito forte e vigoroso, heróico até, que carrega sobre si todos os valores da religião à moral ao conhecimento. Toda a humanidade estava dominada, por uma falsa ideologia de um Deus, ao qual se obedecia a todas as imposições e imperativos.
Todo este período é dominado por valores já estabelecidos, fixados num céu religioso, moral, ou cientifico, que reduzem o homem a um animal, atento e venerador. Carregando todo este peso, o espírito de camelo apressa-se fatalmente para o deserto, não só de todos os valores divinos e humanos, mas da ausência radical de todo e qualquer valor. “Como soubemos, desde o princípio, conservar a nossa ignorância para usufruir uma liberdade mal compreensível, para gozar a falta de escrúpulos, de cuidado, uma bravura e serenidade da vida, a própria vida! E foi somente nesta base, desde então sólida e inquebrantável, da ignorância, que a ciência pôde edificar-se até ao presente, a vontade de saber na base duma vontade bem mais potente ainda, a vontade de ignorância, de incerteza, de mentira!”

sábado, 22 de dezembro de 2007

Putin - Silva - AAUBI e um 2007
















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Se o Sr. Putin é a personalidade do ano (segundo a revista TIME), então o Dr. Santos Silva – Reitor da UBI é também ele a personalidade do ano (segundo o Sexto – Empírico). Ora, as diferenças entre eles são relativamente parecidas. Convém lembrar que tanto Putin como Santos Silva, sabem que o conceito de “transparência”, “legalidade” e “justiça” são meramente uma referencia que não interessa explorar para conseguir desempenhar o sonho de uma construção mono-polizada de uma nação. Putin “revolucionou” a Rússia, Santos Silva “revolucionou” a UBI. Mas que podem ter estas “revoluções” em comum? A limitação dos intervenientes, e a condicionante da acção, tanto russos como ubianos fogem da sua nação. Estas “potencias” têm o lobby da comunicação e de interesses económicos (a Rússia tem o gás, a UBI tem a medicina e não só) que estão enraizados nesta cultura. Será que é o frio que forma este tipo de politicas?
Se tivermos que escolher o lado positivo de 2007 e ou negativo da UBI é fácil, aliás, é tão fácil e óbvio que não merece tal ilustração.
Positivamente, encontramos o Departamento Têxtil, onde a directora da licenciatura de Design de moda, Drª Luísa Salvado, não revolucionou, mas renovou de forma serena e profissional todo o conceito académico e inovador do curso. Lembrem-se que a Covilhã é ainda a terra de vestuário, e esta área estava muito esquecida. Departamento de Comunicação e Artes, onde o curso de Filosofia, e seu Director, Professor José Rosa, assumiu uma nova e conceptual racionalidade. Com a decadência internacional de vocações filosóficas, a UBI apostou em 20 vagas para o contingente normal e preencheu-as, dando assim uma normal vontade de afirmação para os estudantes que possui e aceitando o facto de acolher e trabalhar honestamente com o que tem. É esta sinergia, e ambição que merece destaque. Sabendo que ao possuir um numero reduzido de docentes, só fazia sentido ter um numero de vagas que fosse ao encontro do tal profissionalismo já referido. Isto é honestidade, sinceridade e vontade. Outras Licenciaturas deveriam seguir o mesmo exemplo.
Associação Académica da UBI, o eterno problema e que tantas especulações produz. Nestas ultimas eleições, duas personalidades. Um trabalhador estudante e um estudante. O primeiro, não apresentava propostas dignas de um rapaz que conhecia a UBI e os seus problemas, o segundo, esse tem uma imagem engraçada, mas que também não vai ao encontro das necessidades puras e estruturais da UBI nem de encontro aos vícios, diz ele que quer arrumar a casa. Logicamente, podemos tirar duas conclusões a priori : ou a AAUBI é rentável (para um trabalhador estudante se candidatar) ou existe uma AAUBI como organizadora de eventos, assim já é possível o tal mediatismo que o actual eleito presidente procurava. Ora, engane-se aquele que pensa que é com festas mediáticas ou sensacionalistas que os estudantes vão acreditar na tal imagem académica da AAUBI. Não passa tudo de uma imagem. Das duas uma, ou trabalhamos para os ubianos, ou trabalhamos para os de fora. É necessário uma reforma muitíssimo profunda para resolver definitivamente os problemas da casa azul, todos sabemos quais são. Este presidente vai ter muitas coisas a seu favor, mas também vai ter algumas contra, tudo depende do rumo que tomar. Ou é um líder, ou é um representante, ou é a luz ou é a sombra de alguém, tudo depende do rumo. A AAUBI tem que se habituar que é e deve ser um órgão independente de toda a Universidade e organismos políticos. Porque quando acabar o mandato, voltará tudo ao mesmo, e afinal os verdadeiros problemas não foram resolvidos.
Ainda bem que há rumo.


Guilherme L. L. Castanheira - Presidente - Sexto Empírico

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Porquê a Licenciatura de Filosofia na UBI?

Escrevia eu assim num teste no meu 11ª ano, enquanto que, os meus colegas torneavam constantemente a cabeça à procura de uma resposta, fosse ela barata, ou cara, como se de preço algo se tratasse.
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Escrevia eu assim: -Porque lhe tenho eu de escrever qualquer coisa?
-Nesse dia, nesse teste desenhei então um cão que ladrava. Há noite, há hora de jantar, bem há sobremesa. Resolvi contar tal episódio à minha pobre diva mãe. Ela, nada disse. Nem pestanejou. Irado comigo mesmo, fugi de casa. Durante, 40 dias.
O cão que ladrava, os meus colegas que torneavam, e a minha mãe, seguiram-me sempre, persistentes, mesmo por entre os caminhos mais inóspitos ao próprio absurdo. Senti meses de frio. E sempre que julgava estar sozinho, um colega me dizia: David me ensina, o cão me ladrava, David sê tu o ensinado, e minha mãe: David sê tu quem aprende. Realmente, nunca estava sozinho! Mesmo quando, decadente, a mim mesmo me perguntei; Porquê, Filosofia!? O cão ladrou,
- Não ladres-
Os meus colegas me disseram, - Nada digas -
.A minha mãe me aconselhou, - Não aconselhes -
Eu disse a mim mesmo,
- Vai... -
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David Santos, Aluno do 1º ano de Filosofia - Universidade da Beira Interior 2007

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

web 3.0


Anteriormente colocámos aqui um artigo referente à especulação do fim da "web", ora, é o fim anunciado de uma noção de Internet que poucos se apercebem, mas que tem um resultado muito peculiar. Se não vejamos.

A Era 2.0 é a construção global e pessoal da utilização da web, ou seja, são as chamadas redes sociais, (youtube, hi5, face book, myspace etc...) a 2.0 produz um conceito de -actualização e trabalho, o conceito é simples: se estamos todos "ligados" então vamos partilhar ideias (conhecimento).


A 3.0 "pretende ser a organização e o uso de maneira mais inteligente de todo o conhecimento já disponível na Internet."


Agora, o utilizador é convidado a intervir de forma mais atenta, e a organizar o conhecimento de dados em patamares desenvolvidos com a função de produzir conteúdo.

Tratado de Lisboa assinado pelos líderes europeus?

Pedimos a um Professor do Departamento de Economia da Universidade da Beira Interior um breve texto sobre o Tratado "Europeu", onde esperamos a resposta. Pedimos a um outro Professor de Teoria Politica do Departamento de Comunicação e Artes da mesma Universidade e eis a resposta:
" De bom grado escreveria um artigo sobre o Tratado Europeu para o Sexto Empírico caso estivesse suficientemente informado e devidamente documentado sobre o assunto. Ora, não é o caso.
Confesso que ainda não senti curiosidade em o ler, talvez porque professo um certo cepticismo face à "Europa", embora reconheça que um bom "cidadão" europeu não pode nem deve alhear-se quer dos aspectos jurídicos quer sobretudo dos aspectos políticos do referido Tratado.
Saudações cordiais.
"

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

O que é afinal uma Biblioteca?

"São muitas, mas invariavelmente distorcidas, as visões que se costuma ter de uma biblioteca. Ora é lugar sagrado, onde se guardam objectos também sagrados, para desfrute de alguns eleitos. Ora, sob uma outra óptica é apenas uma instituição burocratizada, que serve para consulta e pesquisa, assim como para armazenar bolor e traças. Para muitos poucos, aqueles que a frequentam assiduamente, ela constitui o local de encontro com o prazer de ler, conhecer e informar-se."


Como frequentador assíduo da Biblioteca Central da Universidade da Beira Interior, constato que por melhores condições físicas que este espaço tenha, por melhor serviço que todos os Órgãos Dirigentes desta Biblioteca prestem ao público que a frequenta , é condição necessária a existência de silêncio para que se seja possível valorizar todos os pontos que referi inicialmente.

O espaço precisa eminentemente de uma reformulação e, ao longo dos quase quatro anos que usufrui deste espaço, constato que o ambiente é cada vez mais decadente : joga-se computador, ouve-se música, existe uma eminente confusão entre fazer trabalhos de grupo e estudar. Igualmente confuso é a utilização de um computador como ferramenta de ócio - pois à partida jogar e consultar o famoso Hi5 não consta no plano curricular de qualquer unidade curricular - e a utilização do mesmo espaço para a tentativa - impossibilitada pelo barulho - para descoberta da rica informação que tantos livros têm para nos oferecer. Acrescento que por vezes o bar está mais silencioso que a própria biblioteca.

As críticas construtivas, que surgem inevitavelmente como sugestão de reformulação do espaço, direccionam-se em duas matrizes . Em primeiro os computadores deveriam estar isolados do espaço para leitura, e estudo. Em segundo, fruto de uma estrutura arquitectónica que pouco convida ao silêncio (devido à grande amplitude do espaço) toda biblioteca deveria ser re-distribuída de modo a serem criados espaços onde o barulho não ecoasse pelos dois pisos (é facilmente constatável empiricamente o incómodo barulho provocado por alguém que circula nas escadas de acesso ao piso - 1 . Esse barulho é quase provocatório de um salutar estudo quando no mesmo momento circulam mais de duas pessoas nessas escadas e, p.ex, uma delas utiliza, diga-se, "calçado mais pesado e com menos apoio no calcanhar".


Se a UBI tem por fins, tal qual consta nos Estatutos desta entidade, "a formação humana, cultural, cientifica e técnica", é necessário desencadear essa formação numa cultura do silêncio para que seja possível usufruirmos dos espaços a que temos direito. Neste caso concreto, usufruirmos de um espaço de silêncio onde seja possível dar vida aos livros.

Certo de uma reflexão e eventual melhoria das condições disponho-me desde já para iniciarmos, todos juntos, esta cultura do silêncio.
Márcio Meruje, aluno de mestrado da Universidade da Beira Interior

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Manifesto


Nós, os aprendizes da Filosofia, assim nos manifestamos: entramos num novo Século, num novo milénio…numa nova era. Se vivêssemos no princípio do século passado, seríamos futuristas…modernistas, surrealistas, letristas, ou até ... situacionistas!
Manifestamo-nos contra uma vida controlada pelos media.
Nós preconizamos uma vida mais participativa, aberta ao diálogo, à troca de experiências, apenas é o que queremos dizer à Sociedade.
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NÃO SE ACOMODEM! AJAM! FRUAM!
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Nós privilegiamos a cultura como um meio de auto-promoção, deixámos, há muito, de ouvir o que os mandatários, do alto das suas torres, nos mandam fazer, comportar, vestir, actuar… Refutamos todo o tipo de alienação, seja ela politica, social, cultural, utilizando o nosso discurso para melhor a decompor, e sem dúvida, DESTRUIR!
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Propomos:

- Mais programas culturais: educativos, históricos, comunitários, no sentido de apelarem ao bem comum.
- A criação como modo de actuação: todo o momento é um pretexto para um acto criativo. É na superação de si próprio, como ser criativo, que se atinge o fulcro, a essência da revolução preconizada.
- Hoje em dia as classes sociais, enquadradas numa perspectiva histórica tendem a esbater-se, dando lugar a uma uniformidade.
- É necessário, para haver progresso, encontrar novos binómios. Eliminar o superego, ou seja, o binómio superioridade/inferioridade. A solução passa pelo surgimento de um binómio unipessoal, em que cada ser tende a superiorizar-se a si próprio.
- Não há respostas, apenas, certezas em cada um de nós, uma energia alternativa mais aliciante, ao teu alcance.
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LIBERTA A ENERGIA POSITIVA QUE HÁ EM TI PARA PODERES CRIAR!
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A 10ª ARTE DEVERÁ SER/ NÂO SER
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- Aberta a uma pluralidade de sentidos e de significações.
- Desconstrutiva, enquanto atitude de uma consciência agudizada do problema que a actual estrutura constitui .
- Desprovida de funcionalidade…
- Referencial de contextos sociais diversificados…
- Destruidora de uniformidade…
- Representativa das aspirações individuais reprimidas pelo desejo da pretensa uniformidade.
- Reabilitadora das faculdades inatas a cada um…
- Via para a auto-afirmação pessoal…

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Dia Mundial da Filosofia 2007 - Universidade da Beira Interior

Programa:

15 de Novembro de 2007

Sala dos Conselhos, Polo I, UBI

16 horas

Abertura:

Prof. António Fidalgo (UAL)

Prof. Paulo Serra (DCA)

Sexto - Empírico, Núcleo de Estudantes de Filosofia da UBI - Guilherme Leitão «Contributos para uma Filosofia Social»

Director de Curso de Licenciatura - Prof. José Rosa

Alocução: «O risco da Filosofia» - Prof. J. M. Santos

20.00 horas

Jantar Convívio/Tertúlia no "Clube União" "...Traz contigo uma citação"

(inscrições até ao dia 14 - sexto-empirico@hotmail.com 916458756 / 967997774)

organização:

Sexto Empirico

Curso de Filosofia


sexta-feira, 26 de outubro de 2007

The Future of the American Idea

Na edição de sexta -feira do jornal diário o Público, Vasco Pulido Valente ironiza a "Europa" como centro das atenções mediáticas que o nosso actual executivo finge perceber, contudo, a sua opinião reflecte um Portugal sem ideal e que usa a "Europa" como molde de um futuro idealismo Lusitano. O tratado de Lisboa e o referendo, tentaram criar uma consciência europeia, nós só ganhamos com isso, aliás, entre esperar por um D. Sebastião e uma "Europa", fica sempre melhor uma Europazinha.
Mas...

Do outro lado do Atlântico, os E.U.A buscam um novo ideal, o velho -"God save the States" está banalizado e alguns tentam de forma multi disciplinar buscar um re - vivalismo donde as fases politicas se fundem. Apesar de tudo a arte e imaginação valem por si só. Todos procuramos um ideal, qual a necessidade? Identidade. Europa sim, Portugal não!

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Homólogos americanos e Heidegger em formato MP3

Nos Estados Unidos da América nem tudo o que brilha é ouro, sabemos que existe alguma corrupção em diversas áreas, tal como a Politica, o ambiente, o trabalho etc... Mas é admirável o perfil daquela nação. Um país geograficamente grande erguido por gente que tinha como propósito o dinheiro. emigrantes que sabiam que é no suor que está a "possível" felicidade, o suor é aqui visto como dinheiro/trabalho, daí a felicidade seja possuir muito dinheiro. Talvez por esta razão o "capitalismo" seja tão levado a sério. Mas se é no dinheiro que está a felicidade então é necessário inovar e criar uma matéria que possa ser rentável. Nos E.U.A, mais precisamente no estado da Califórnia são patenteadas mais de 100 "coisas" por dia, dessas 100, 10 conseguem no espaço de um ano tornar-se algo rentável, conseguem criar novas empresas e muito mas mesmo muito lucro. A globalização simplesmente faz o resto. Nos E.U.A existem duas "Silicon Valley", nós em Portugal queremos criar uma Silicon Valley por distrito, que imaginação a nossa, esquecemos-nos que o "conceito Silicon Valley" tem mais de 30 anos, e nós só agora queremos inspirar-nos. A América não deve ser um sonho, isto porque é muito mau da nossa parte criar uma "coisa" já existente. Temos que ter muito cuidado com as imitações... no mínimo olhamos para os americanos como complemento daquilo que podemos ser, ou seja, não devemos fazer o que eles fazem, mas sim procurar aquilo que os levou a fazer. Mas cuidado com o "capitalismo" e a "globalização". Vale a pena ver isto e isto e porque não - imitar?