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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Porque esqueceram o humanismo? (A sobrevalorização do pensamento técnico-científico)

Linha Geral: Será o inumano a condição do homem moderno? Tudo se justifica à luz de uma racionalidade técnico-científica que tende a alienar a dimensão verdadeiramente humana do humano em prol do cálculo permanente, da coisificação permanente do homem. E, por isso mesmo, as políticas de distância, os planos, a "troika", em substituição de uma prática de proximidade que valoriza o singular e único.  

O alerta para as nefastas consequências da excessiva racionalização da sociedade contemporânea percorreu quase (senão mesmo) todas as correntes filosóficas do século precedente. Este alerta foi feito pelos mais diversos filósofos. Filósofos que vão desde Husserl até Lukács, passando por Weber, Heidegger, Adorno e Horkheimer; podendo até ser também encontrado nos filósofos mais tardios, tais como Marcuse, Jonas, Ellul, Foucault, Habermas, e até mesmo em Virílio, Sloterdijk e Zizek. Para a Filosofia, a importância do problema da racionalização excessiva é evidente. Mas até que ponto aproveitou a sociedade contemporânea a problematização filosófica da racionalidade técnico-científica?
Numa análise dos fundamentos do pensamento económico sob o qual se sustenta toda a sociedade contemporânea (tal como no texto que o David Santos escreveu sobre Latouche se demonstra) encontrar-se-á esta racionalidade técnico-científica. O mesmo tipo de racionalidade que preza pela objetividade, pelo facto, pela eficiência, pelo cálculo frio e maquinal. Encontrar-se-á a mesma racionalidade que toma o humanismo como um subproduto; que o caracteriza como o empecilho (constrangimento) aos desenvolvimentos técnico-científicos. Veja-se a título de exemplo o caso das polémicas em torno dos estudos que envolvem células estaminais na Europa e nos Estados Unidos.
Contudo (e paradoxalmente) é sob esta mesma racionalidade que se edifica todo o sistema social no mundo ocidental. “Não sejam piegas…” diz-se em Portugal, como quem diria: “Não comprometam a eficácia do sistema económico técnico-científico com as vossas queixas, com esses vossos mesquinhos sentimentos humanos”. “Deixem de apelar a um humanismo já ultrapassado, estragam a eficácia do método pela razão escolhido”. E Portugal não é o único, pois é esta mesma racionalidade quem pretende justificar as decisões tomadas por esta Europa fora. Relembrando as célebres palavras de Husserl em A Crise das Ciências Europeias, parece que – passados quase cem anos – ainda é caso para se dizer que “Meras ciências de factos criam meros homens de factos”.
É flagrante esta deificação da racionalidade técnico-científica pela política contemporânea. Ou o que é pior: é flagrante esta deificação da racionalidade técnico-científica na política contemporânea. E é aqui onde se encontra o cerne da questão, pois a essência do problema não está apenas no carácter inumano deste tipo de racionalidade, ela encontra-se também no mau uso que dela é feito.
Na retórica política é agora comum o apelo a um moderno pathos pela eficiência. Veja-se a título de exemplo o conhecido “choque tecnológico” da propaganda política do governo socrático. O apelo à eficiência científica tornou-se no paradigma central das ideologias contemporâneas. A racionalização dos meios pela tendenciosidade económica transforma consigo os fins almejados por um governo. Interessa hoje cumprir com os números, não cumprir com os homens. A crise que se vive em Portugal não é apenas uma crise económica, é também – e sobretudo – uma crise do humanismo.

Ângelo Milhano.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Da Primavera Filosófica (I)

A nossa inquietude acerca dos paradigmas vigentes desdobra-se em várias perguntas, e estas as colocamos em cima da mesa. Acreditamos na filosofia! Nas suas ferramentas, na ponte que estabelece entre saberes, bem como na visão ampliada e rigorosa que esta faculta. Este é o nosso contributo. Uma filosofia primaveril. Existem belas flores a desabrochar.


O Sexto Empírico.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Das Esferas

Considerando a antiga e tradicional dicotomia entre esfera privada e esfera pública, denota-se que esta se desfaz numa emergência da esfera social na modernidade e contemporaneidade. Temos assim o social, em detrimento do público e do privado.
Se considerarmos esta “nova esfera social”, e a admissão de uma esfera do íntimo, penso que tem havido uma recaída desta última nas teias* (o termo não poderia ser mais certeiro) da primeira. Esta situação requer uma reflexão que, à partida, poderá ser considerada de extrema dificuldade, dado o certo distanciamento de que uma investigação carece entre o sujeito e o objecto. Isto é, como poderei indagar acerca desta dicotomia estando todos os dias embrenhado na mesma? Não obstante, é possível obter um distanciamento mesmo estando por dentro do sistema, quero dizer que o distanciamento não significa forçosamente a exclusão, não corta cerce a possibilidade de contemplação, antes pelo contrário: possibilita esta contemplação, e ainda, o importante “viver com”.
O labor e o processo vital passa, lentamente, ou talvez mais rápido do que julgo, por todos os dias dar uma prova ontológica nas redes que nos permitem “estar”, e nos mostrar ao mundo.
A tecnocracia evidente no mundo actual, espelha de um modo flagrante e altamente manipulativo das massas, a perda de distinção, por um lado entre público/social e, por outro, entre privado/íntimo. Por sermos manipulados e jogados como dados, as repercussões são várias e graves, desde o surgimento de uma pseudo-liberdade à perda de identidade pessoal. Estas confusões conceptuais que nos levam a agir no sentido da mudança, respectivamente de paradigmas históricos, levam a que, como foi supra referido, o íntimo caia na rede do que é agora a rede social.
Surge então, também, um paradoxo que mais actual não se pode encontrar. Este paradoxo de que falo exibe-se, quando, ao mesmo tempo, coexistem a erosão do íntimo e da esfera privada com a protecção judicial e judiciária desta mesma matéria, que se estende pela propriedade de cada um.
Aquilo a que podemos chamar a harmonia pública espelha-se deste modo na esfera social, onde todos nós nos aventuramos e gritamos “eu existo!”, ainda com uma suposta protecção da propriedade e do privado. Assim o Homem se consome, pelas suas próprias mãos, e se perde pelos seus próprios passos, exibindo depois um esforço de reencontro, consigo mesmo…

* Net, Web – Rede, Teia
Plo' Sexto Empírico,
Luís Mendes

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Sintomático

Que os filósofos se prestem, muitas vezes, a mal entendidos é um facto conhecido, embora lamentável e, em muitos casos, não muito dificil de explicar. Parecem muitas vezes afirmar, ou negar, aquilo que de facto não tencionam afirmar, nem negar; e assim são tomados como aliados, ou até mentores de correntes de pensamento que, de facto, não aprovam. Acontece muitas vezes que eles próprios não se dão conta das consequências naturais dos argumentos que apresentam; e é um facto comum que gerações posteriores, ou autores com interesses inteiramente diferentes, procurem tranquilizar-se ao isolar e aplicar mal fragmentos de doutrinas filosóficas velhas e respeitáveis.Não sendo a filosofia senão o estudo da sabedoria e da verdade, seria justificado esperar que os que nela dispendem tempo e esforço fruam de maior calma e serenidade espiritual, maior clareza e evidência de conhecimento e sejam menos perturbados por dificuldades e dúvidas que os "outros". Esperança vã! Basta um relance em volta para compreender que é afinal a "massa iletrada" a detentora dessa grande calma. Em geral, tendo a pensar que a maior parte, senão todas, as dificuldades que até hoje entretiveram e divertiram os filósofos foram inteiramente provocadas por nós - que primeiro levantámos a poeira e depois nos queixámos de não conseguir ver.Deus é melhor que merecemos; coloca no homem a aspiração legitima da sabedoria e dá-lhe, ainda por cima, um entendimento em perfeitas condições de a alcançar. Fornece à partida o "hardware" e com ele o "software" que pode correr na "máquina"; ah, e o programa é igual para todos.
Aluno de Filosofia da UBI

segunda-feira, 10 de março de 2008

Gianni Vattimo em Portugal

Foi nos passados dias 4 e 5 de Março que Gianni Vattimo esteve presente no nosso país, para participar em mais uma edição das jornadas de teologia, organizadas pela Universidade Católica do Porto. Este ano o tema era o retorno do religioso, sobre o qual escreve Vattimo na sua obra "Acreditar em acreditar".
Vattimo, no seu estilo sempre polémico, inicia a sua comunicação, em tom de gracejo, dizendo que quando contou aos amigos que ia fazer uma conferência a teólogos aqueles ficaram admiradíssimos, não compreendendo como era possível. O espanto dos amigos tornar-se-á mais compreensível à medida que Vattimo vai desenrolando as suas ideias na conferência.
São vários os assuntos que o filósofo italiano vai desfiando ao longo da sessão. A maior parte relacionados com a Igreja Católica. Ousado e sem "papas na língua" Vattimo coloca uma série de "questões embaraçosas" aos representantes da Igreja Católica que ali se encontravam. Directamente, sem rodeios, Vattimo pergunta porque é que as mulheres não podem ser sacerdotes, uma vez que há falta de vocações masculinas na igreja e as mulheres podem ser excelentes veículos de transmissão do evangelho, tanto ou mais que os homens. Vattimo acrescenta, como forma de refutação aos que defendem que Jesus delegou a missão somente a homens, que nesse sentido, o papa teria de ser judeu e pescador. Nesta altura já o senhor bispo do Porto, D. Manuel Clemente, enrubescia. Vattimo continua, desta vez refere a questão do preservativo. Proibir o uso do preservativo, afirma Vattimo, é passar um atestado de castidade a toda a humanidade. Um outro tema quente foi o da família. Assumidamente homossexual, o filósofo italiano, defende que o conceito de família é muito mais abrangente que a convencional. Família não é somente o casal heterossexual e os filhos. Trata-se igualmente de uma família as monoparentais, os casais homossexuais e tantas outras variações possíveis.
Por todo o anfiteatro ouviam-se sussurros de surpresa. Ninguém esperava este tipo de discurso perante uma assistência repleta de padres e freiras e estudantes de teologia, mesmo no âmago do saber da Igreja Católica.
Este homem admirável, filosoficamente, afirma-se seguidor de Nietzsche e Heidegger. Foi pupilo de Pareyson e, mais tarde, de Gadamer. Tenta conciliar o niilismo nietzschiano com o cristianismo. Defende, com Heidegger, a morte da metafísica. Criador do termo "pensamento débil".
Homem onde os opostos se conciliam, síntese entre contrários, Vattimo afirma que é homossexual, marxista, comunista e católico.
Vale a pena travar conhecimento com este interessante homem dos nossos tempos, até porque ele é extremamente simples e acessível, como tive oportunidade de verificar na curta conversa que tive com ele.


Bibliografia em português:

Acreditar em Acreditar, Relógio d'Àgua, Lisboa, 1998
As aventuras da diferença: o que significa pensar depois de Heidegger e Nietzsche, Edições 70, Lisboa, 1980
O fim da modernidade: niilismo e hermeneutica na cultura pós-moderna, Presença, Lisboa, 1987
Introdução a Heidegger, Edições 70, Lisboa, 1987
Introdução a Nietzsche, Presença, Lisboa, 1990
A sociedade transparente, Relógio d'Água, Lisboa, 1992

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http://en.wikipedia.org/wiki/Gianni_Vattimo ver noticia da sua visita in P

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Texto escrito por: Patricia Calvário - Colaboradora do Sexto Empírico e Licenciada em Filosofia na UBI, actualmente é aluna de Mestrado em Filosofia Medieval na U. Porto.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Dia Mundial da Filosofia 2007 - Universidade da Beira Interior

Programa:

15 de Novembro de 2007

Sala dos Conselhos, Polo I, UBI

16 horas

Abertura:

Prof. António Fidalgo (UAL)

Prof. Paulo Serra (DCA)

Sexto - Empírico, Núcleo de Estudantes de Filosofia da UBI - Guilherme Leitão «Contributos para uma Filosofia Social»

Director de Curso de Licenciatura - Prof. José Rosa

Alocução: «O risco da Filosofia» - Prof. J. M. Santos

20.00 horas

Jantar Convívio/Tertúlia no "Clube União" "...Traz contigo uma citação"

(inscrições até ao dia 14 - sexto-empirico@hotmail.com 916458756 / 967997774)

organização:

Sexto Empirico

Curso de Filosofia


sexta-feira, 26 de outubro de 2007

The Future of the American Idea

Na edição de sexta -feira do jornal diário o Público, Vasco Pulido Valente ironiza a "Europa" como centro das atenções mediáticas que o nosso actual executivo finge perceber, contudo, a sua opinião reflecte um Portugal sem ideal e que usa a "Europa" como molde de um futuro idealismo Lusitano. O tratado de Lisboa e o referendo, tentaram criar uma consciência europeia, nós só ganhamos com isso, aliás, entre esperar por um D. Sebastião e uma "Europa", fica sempre melhor uma Europazinha.
Mas...

Do outro lado do Atlântico, os E.U.A buscam um novo ideal, o velho -"God save the States" está banalizado e alguns tentam de forma multi disciplinar buscar um re - vivalismo donde as fases politicas se fundem. Apesar de tudo a arte e imaginação valem por si só. Todos procuramos um ideal, qual a necessidade? Identidade. Europa sim, Portugal não!

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Homólogos americanos e Heidegger em formato MP3

Nos Estados Unidos da América nem tudo o que brilha é ouro, sabemos que existe alguma corrupção em diversas áreas, tal como a Politica, o ambiente, o trabalho etc... Mas é admirável o perfil daquela nação. Um país geograficamente grande erguido por gente que tinha como propósito o dinheiro. emigrantes que sabiam que é no suor que está a "possível" felicidade, o suor é aqui visto como dinheiro/trabalho, daí a felicidade seja possuir muito dinheiro. Talvez por esta razão o "capitalismo" seja tão levado a sério. Mas se é no dinheiro que está a felicidade então é necessário inovar e criar uma matéria que possa ser rentável. Nos E.U.A, mais precisamente no estado da Califórnia são patenteadas mais de 100 "coisas" por dia, dessas 100, 10 conseguem no espaço de um ano tornar-se algo rentável, conseguem criar novas empresas e muito mas mesmo muito lucro. A globalização simplesmente faz o resto. Nos E.U.A existem duas "Silicon Valley", nós em Portugal queremos criar uma Silicon Valley por distrito, que imaginação a nossa, esquecemos-nos que o "conceito Silicon Valley" tem mais de 30 anos, e nós só agora queremos inspirar-nos. A América não deve ser um sonho, isto porque é muito mau da nossa parte criar uma "coisa" já existente. Temos que ter muito cuidado com as imitações... no mínimo olhamos para os americanos como complemento daquilo que podemos ser, ou seja, não devemos fazer o que eles fazem, mas sim procurar aquilo que os levou a fazer. Mas cuidado com o "capitalismo" e a "globalização". Vale a pena ver isto e isto e porque não - imitar?

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

" TEREMOS AINDA PORTUGAL?"

O título tem um tom provocatório, mas eu vou justificar. Não digo que esteja para breve o nosso fim de país independente e livre. Mas, pelo andar da carruagem, traduzido em factos e sintomas, a doença é grave e pode levar a uma morte evitável. Aliás, já por aí não falta gente a lamentar a restauração de 1640 e a dizer que é um erro teimarmos numa península ibérica dividida. De igual modo, falar-se de identidade nacional e de valores tradicionais faz rir intelectuais da última hora e políticos de ocasião. O espaço nacional parece tornar-se mais lugar de interesses, que de ideais e compromissos. Há notícias publicadas a que devemos prestar atenção. Por exemplo: um terço das empresas portuguesas já é pertença de estrangeiros; 60% dos casais do país têm apenas um filho; vão fechar mais cerca de mil escolas ou de mil e trezentas, como dizem outras fontes; nas provas de língua portuguesa dos alunos do básico, os erros de ortografia não contam; o ensino da história pouco interessa, porque o importante é olhar para a frente e não perder tempo com o passado; a natalidade continua a descer e, por este andar, depressa baterá no fundo; não há nem apoios nem estímulos do Estado para quem quer gerar novas vidas, mas não faltam para quem quiser matar vidas já geradas; a família consistente está de passagem e filhos e pais idosos já não são preocupação a ter em conta, porque mais interessa o sucesso profissional; normas e critérios para fazer novas leis têm de vir da Europa caduca, porque dela vem a luz; a emigração continua, porque a vida cá dentro para quem trabalha é cada vez mais difícil; os que estão fora negam-se a mandar divisas, por não acreditarem na segurança das mesmas; os investigadores mais jovens e de mérito reconhecido saem do país e não reentram, porque não vêem futuro aqui; a classe média vai desaparecer, dizem os técnicos da economia e da sociologia, uma vez que o inevitável é haver só ricos cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres; os políticos ocupam-se e divertem-se com coisas de somenos; e já se diz, à boca cheia, que o tempo dos partidos passou, porque, devido às suas contradições, ninguém os toma a sério; a participação cívica do povo é cada vez mais reduzida e mais se manifesta em formas de protesto, porque os seus procuradores oficiais se arvoram, com frequência, em seus donos e donos do país e fazedores de verdades dúbias; programa-se um açaime dourado para os meios de comunicação social; isolam-se as pessoas corajosas e livres, entra-se numa linguagem duvidosa, surgem mais clubes de influência, antecipam-se medidas de satisfação e de benefício pessoal…Não é assim, porventura, que se acelera a morte do país, quer por asfixia consciente, quer por limitação de horizontes de vida?É verdade que muitos destes problemas e de outros existentes podem dispor de várias leituras a cruzar-se na sua apreciação e solução. Mais uma razão para não serem lidos e equacionados apenas por alguns iluminados, mas que se sujeitem ao diálogo das razões e dos sentimentos, porque tudo isto conta na sua apreciação e procura de resposta.Há muitos cidadãos normais, famílias normais, jovens normais. Muita gente viva e não contaminada por este ambiente pouco favorável à esperança. Mas terão todos ainda força para resistir e contrariar um processo doentio, de que não se vê remédio nem controle? Preocupa-me ver gente válida, mas desiludida, a cruzar os braços; povo simples a fechar a boca, quando se lhe dá por favor o que lhe pertence por justiça; jovens à deriva e alienados por interesses e emoções de momento, que lhes cortam as asas de um futuro desejável; o anedótico dos cafés e das tertúlias vazias, a sobrepor-se ao tempo da reflexão e da partilha, necessário e urgente, para salvar o essencial e romper caminhos novos indispensáveis. Se o difícil cede o lugar ao impossível e os braços caem, só ficam favorecidos aqueles a quem interessa um povo alienado ao qual basta pão e futebol…Mas não é o compromisso de todos e a esperança activa que dão alma a um povo?

D. António Marcelino, Bispo Emérito de Aveiro

quinta-feira, 11 de maio de 2006

Sexto Empírico lança opa sobre Ubi(anos)


Programa:

>Festa da cerveja - 0.40cent>Sardinhada>Apresentação do Cartaz da "Ramboiada de Filosofia 2006">Reflectir sobre a Globalização>

Local: Merendinha do Rossio>24.Maio.2006> das 17h às 24.00h

sábado, 10 de dezembro de 2005

Symposium Natálicio

O Núcleo de Estudantes de Filosofia da UBI "Sexto Empírico", encontra-se a organizar um evento denominado de "Symposium". Este evento decorrerá no próximo dia 14 de Dezembro de 2005, com o seguinte programa:
- 10h às 16h eleições Núcleo de Estudantes de Filosofia "Sexto Empírico"
- 18h30, Anfiteatro da Biblioteca Central, lançamento do livro "Estrela" de Gabriel Raimundo e exposição de pintura de "Imagens da Serra da Estreal, em telha mourisca" de Emídio Geraldes
- 20h30, Ceia de Natal, Restaurante "Sporting"
- 23h30, Tertúlia "in vino veritas" em torno do Natal.
Será que a Philosophia também celebra o Natal? A Philosophia significa amor do saber, busca do conhecimento. A lição que remonta ao grego e passa pelo latim, diz-nos que é nascimento, connaissance, permanecer em estado nascente junto da manifestação do ser (phýsis, natureza). Antes da moderna "constituição do objecto", a Philosophia diz, ainda socrática lição, uma presença parturiente junto da inteligência e uma escuta atenta do vagigo original da realidade, uma celebração agápica que manduca o real e assim nasce com ele. Por isso a Philosophia é a mais radical celebração do Natal.
Campanha de solidariedade com a UNICEF
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