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Se tivermos que escolher o lado positivo de 2007 e ou negativo da UBI é fácil, aliás, é tão fácil e óbvio que não merece tal ilustração.
Positivamente, encontramos o Departamento Têxtil, onde a directora da licenciatura de Design de moda, Drª Luísa Salvado, não revolucionou, mas renovou de forma serena e profissional todo o conceito académico e inovador do curso. Lembrem-se que a Covilhã é ainda a terra de vestuário, e esta área estava muito esquecida. Departamento de Comunicação e Artes, onde o curso de Filosofia, e seu Director, Professor José Rosa, assumiu uma nova e conceptual racionalidade. Com a decadência internacional de vocações filosóficas, a UBI apostou em 20 vagas para o contingente normal e preencheu-as, dando assim uma normal vontade de afirmação para os estudantes que possui e aceitando o facto de acolher e trabalhar honestamente com o que tem. É esta sinergia, e ambição que merece destaque. Sabendo que ao possuir um numero reduzido de docentes, só fazia sentido ter um numero de vagas que fosse ao encontro do tal profissionalismo já referido. Isto é honestidade, sinceridade e vontade. Outras Licenciaturas deveriam seguir o mesmo exemplo.
Associação Académica da UBI, o eterno problema e que tantas especulações produz. Nestas ultimas eleições, duas personalidades. Um trabalhador estudante e um estudante. O primeiro, não apresentava propostas dignas de um rapaz que conhecia a UBI e os seus problemas, o segundo, esse tem uma imagem engraçada, mas que também não vai ao encontro das necessidades puras e estruturais da UBI nem de encontro aos vícios, diz ele que quer arrumar a casa. Logicamente, podemos tirar duas conclusões a priori : ou a AAUBI é rentável (para um trabalhador estudante se candidatar) ou existe uma AAUBI como organizadora de eventos, assim já é possível o tal mediatismo que o actual eleito presidente procurava. Ora, engane-se aquele que pensa que é com festas mediáticas ou sensacionalistas que os estudantes vão acreditar na tal imagem académica da AAUBI. Não passa tudo de uma imagem. Das duas uma, ou trabalhamos para os ubianos, ou trabalhamos para os de fora. É necessário uma reforma muitíssimo profunda para resolver definitivamente os problemas da casa azul, todos sabemos quais são. Este presidente vai ter muitas coisas a seu favor, mas também vai ter algumas contra, tudo depende do rumo que tomar. Ou é um líder, ou é um representante, ou é a luz ou é a sombra de alguém, tudo depende do rumo. A AAUBI tem que se habituar que é e deve ser um órgão independente de toda a Universidade e organismos políticos. Porque quando acabar o mandato, voltará tudo ao mesmo, e afinal os verdadeiros problemas não foram resolvidos.
Ainda bem que há rumo.





"...Nas universidades onde se faz verdadeira investigação poderia pensar-se que haveria uma desculpa para desprezar a qualidade do ensino, que é encarado apenas como uma actividade sem prestígio que consome precioso tempo, dolorosamente roubado à prestigiante investigação. Mas nem nestas universidades é defensável tal desprezo — e portanto ainda menos nas outras. O desprezo pelo ensino não é defensável porque sem ensino de qualidade acabará por não haver investigação de qualidade. A relação entre a qualidade do ensino e a da investigação é directa. Sem um ensino de qualidade, os estudantes chegam mal formados ou, o que é muito pior, deformados, à pós-graduação e ao doutoramento. Esta é a ideia óbvia que é preciso defender, explicar e reafirmar..."