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quarta-feira, 7 de março de 2012

Odisseia do séc. XXI

Não quero descrever um modo de vida, ou até mesmo uma nova teoria. Apenas quero expor o meu caso muito particular de viver.
CARPE DIEM! É com certeza a palavra de ordem para uma vida feliz e concretizada. Apesar, claro, de muitas vezes ao termos chegado a um precipício, queiramos avançar, mesmo sabendo que não há mais terra para andar. Aí chegaremos ao nosso clímax, que consiste em abrir as asas e voar, e voar até chegarmos ao limite da nossa própria imaginação. O que não sabemos é se nos cortaram as asas ou se interferiram na nossa busca pela verdade/felicidade. De modo algum, poderemos deixar que tal aconteça, aí, seria queda livre no nosso pensamento e cairíamos até à ignorância de seguirmos crenças e soluções de outros.
Para que isto se equacione teremos de ter um espírito aberto à realidade circundante. Claramente que, quando falo em voar, estou a descrever o pensamento. Que outra forma terei eu de voar? Não sou pássaro, nem possuiu asas, logo não voo, fisicamente. Mas mentalmente posso estar em qualquer parte a qualquer hora, pois sou dotado disso. Se há algo a que o homem, não pode fugir é, sem dúvida, o seu pensamento. Muitos deixam-se levar pela loucura, outros atingem grandes feitos, e ainda há outros que apesar de pensarem e terem esta extraordinária capacidade, deixam-se levar por meras aparências/modas. Não seria melhor dispormos apenas e somente do nosso pensamento? Esta pergunta é completamente desnecessária, no meu ponto de vista, pois a razão pela qual somos e quem somos é derivado das nossas crenças e modos de vida. Podemos acreditar naquilo que queremos, sem nos importarmos com terceiros, ou até mesmo com segundos.
Que importa, na realidade, o que outros pensam? Seja por quererem saber mais da nossa vida do que nós próprios; seja por apenas troca de “conhecimentos”, nada disso é importante, somente deveremos querer atingir a verdade/ felicidade, que não é feita por mesquinhices e mentiras existentes a cada esquina.
No entanto, é necessário humilhar este egocentrismo existente no meu “eu”. Pois como está comprovado, existiram e existem grandes pensadores aos quais deveremos honrar e com eles libertarmo-nos de ilusões expostas pelos homens de Estado, de Igreja e do Capitalismo. Há uma batalha a travar, mas não sou eu que vou ganhá-la, somos todos nós, que em vez de avançarmos para voar, estamos a recuar e a chegar novamente à escravidão. Teremos sorte se isto não acontecer, mas sinceramente, acho que já esteve mais longe. Uma luta que apenas de nós obteremos as melhores armas. Mas que armas? (perguntam vocês) Falo-vos do pensamento claro e protector do ser.
Mesmo assim tenho dúvidas, se algum dia, estaremos todos nesta situação e se estaremos prontos para aceitar o desafio. Pois há quem seja cobarde e se deixe iludir por propaganda (políticas, religiosas…), não sendo capaz de se libertar das barreiras invisíveis e imperceptíveis, por muitas vezes.
Afinal, o que teremos a perder, se seguirmos o nosso pensamento?

Catarina Fernandes
Aluna do primeiro ano de filosofia da UBI

quinta-feira, 19 de junho de 2008

CARTAS ITALIANAS

As Cartas Italianas são um olhar sobre o Portugal setecentista a partir do qual se podem vislumbrar muitos aspectos da sua vida civil e intelectual. O papel do rei, os autos-de-fé, a Questão Judaica, a organização dos tribunais, a melhoria do processo penal, a representação diplomática do país no estrangeiro e o peso da Igreja Católica nas políticas públicas são alguns dos temas mais importantes da época sobre os quais Verney se debruça. Mas, nas suas cartas, podem ler-se também linhas em que o autor dá conselhos sobre variadíssimos assuntos: entre outros, as comendas, as medalhas, o serviço postal, o dote para as meninas pobres se casarem, o número de filhos adequado para as famílias, a violência das praxes académicas, o porte de armas, a presença de médicos nas partes mais pobres do território, a necessidade de virem mestres estrangeiros educar os estudantes nacionais, a protecção aos viajantes e turistas e o estado das estradas.
Contemporâneas de um tempo em que impunemente se podia falar de "queima de pessoas na fogueira" e em que a justiça demonstrava que Kafka poderia ser considerado, sem ironia, um escritor realista, as Cartas Italianas de Verney podem surpreender os mais incautos pela sua enorme actualidade em muitos dos aspectos que abordam e provocar danos na auto-imagem de tolerância e indulgência com que os Portugueses se gostam de enfeitar.
Para compras na rede visite uma das seguintes livrarias
• Bisturi – Livros Técnicos, Lda.
• MediaBooks.pt
• WebBoom.pt
SOBRE OS TRADUTORES E EDITORES:

ANA LÚCIA CURADO
Professora da Universidade do Minho, Doutorada em Estudos Clássicos pela Universidade de Coimbra. É editora do livro A Antiguidade e Nós. Herança e Identidade Cultural (2006). É tradutora de textos clássicos.

MANUEL CURADO
Professor da Universidade do Minho, Auditor de Defesa Nacional e doutorado cum laude pela Universidade de Salamanca. É autor dos livros Luz Misteriosa: A Consciência no Mundo Físico (2007), O Problema Duro da Consciência (2003) e O Mito da Tradução Automática (2000). Editor dos livros Porquê Deus Se Temos Ciência? (2008), Mente, Self e Consciência (2007) e Consciência e Cognição (2004). É o director da revista Jornal de Ciências Cognitivas.
SOBRE O AUTOR: LUÍS ANTÓNIO VERNEY
Luís António Verney nasceu em Lisboa em 1713, filho de pai francês e de mãe portuguesa, e faleceu em Roma em 1792. Estudou no Colégio de Santo Antão e na Congregação do Oratório, e formou-se na Universidade de Évora. Viveu sempre em Itália desde os seus vinte e três anos, doutorando-se em Teologia e Jurisprudência. Foi um dos mais notáveis representantes do Iluminismo em Portugal e um grande renovador do pensamento filosófico da época. Recebeu de D. João V a tarefa de 'iluminar a nação em tudo que pudesse'. A sua obra mais influente e célebre é o Verdadeiro Método de Estudar, de 1746. Aguardam ainda tradução para português as suas obras importantíssimas De re logica, De re physica e De re metaphysica, e muitas outras. Foi amigo de grandes autores das Luzes, como Genovese e Muratori, e conviveu com a aristocracia italiana e com figuras importantes da Santa Fé. Este grande reformador do ensino português tinha um pensamento político marcadamente realista, tendo chegado a denunciar as atrocidades da Inquisição. O epitáfio por ele próprio composto revela o seu grande amor por Portugal e pela elevação do nível cultural dos Portugueses: «Deus não quis que eu iluminasse a nossa nação e eu me conformo com a Sua vontade».

sexta-feira, 16 de maio de 2008

UBI - Candidaturas para docente no Curso de Filosofia

Universidade da Beira Interior - Departamento de Comunicação e Artes

Aceitam-se candidaturas de titulares dos graus de Doutor ou de Mestre, para o Curso de Filosofia.

+ INF: AQUI

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Conferência Teorias da Acção - IFP / UBI

Karl MERTENS U. Würzburg

13 de Maio 2008 Sala do Conselhos

+ Info : Who acts if we act? IFP

domingo, 2 de março de 2008

Alvin Toffler comenta o Sistema de Educação actual.




Videos Relacionados

SIC Noticias

Ver Também um pequeno documentário Realizado por Alex Grasshoff e narrado por Orson Welles no ano de 1972. Este documentário, Future Shock, foi baseado no livro que dá também o nome ao doc. Dividido em 5 partes. 1_2_3_4_5 - YouTube

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Manuais – Espaço para debate

Este texto é dirigido a todos os colegas, professores de filosofia no ensino secundário. Trata-se de um apelo. A crítica pública de manuais escolares é essencial e um dos melhores caminhos para melhorar a qualidade dos manuais e, por conseguinte, das nossas aulas e opções lectivas. Disponibilizo este blog como espaço aberto à crítica de manuais, visto que muitos colegas tem ideias a explorar, mas sem local próprio para as publicar. Disponibilizo dois contactos de e-mail para os quais podem ser enviados os vossos textos a fim de ser publicados. Como é óbvio, não publicarei textos anónimos nem insultuosos. A ideia é de uma forma pedagógica apontar erros, dificuldades, limitações, etc… e também os pontos positivos ou as vantagens que existe em optar pelo manual X e não pelo Y. É indiferente se vamos defender uma linha mais hermenêutica ou uma linha mais analítica, ou outra coisa qualquer. O espaço está aberto ao debate. Só espero mesmo pela reacção. Pela minha parte vou fazer o meu trabalho de casa. No final indicarei o número de professores que resolveram dar-se ao trabalho de fazer crítica de manuais, seja esse número de 1000 ou 0. É claro que nos referimos aos manuais de filosofia, referentes ao 11º ano que estarão em breve disponíveis para adopção.
Mãos à obra.

Contactos:
rolandotavaresalmeida@gmail.com
rolandoa@netmadeira.com

+inf: http://rolandoa.blogs.sapo.pt/

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Biblioteca on-line de Filosofia

O Instituto de Filosofia Prática e o LabCom apresenta a http://www.lusosofia.net .
"É um Projecto de uma Biblioteca on-line de Filosofia em Português que ainda está dar os primeiros vagidos. "
O projecto está a cargo de José M. Silva Rosa, Artur Morão, António Fidalgo.
+ Inf: Brevemente

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

A Filosofia Tem Perdido Contacto com as Pessoas?* W. V. Quine

O que é esta coisa chamada de filosofia? O Professor Adler acha que, na última metade do século, ela tem mudado profundamente: já nada mais diz ao homem comum ou enfrenta problemas de amplo interesse humano. O que é ela? Há alguma coisa reconhecível, a filosofia, que tem passado por estas mudanças? Ou a mera palavra "filosofia" tem sido, consecutivamente, distorcida aplicando-se antigamente a uma coisa e agora a uma outra? Claramente Adler não está preocupado com nada de tão superficial como a semântica migratória de uma palavra de cinco sílabas, porém uma palavra ressonante. Na verdade, ele diria que a filosofia é de qualquer maneira a mesma disciplina, apesar das lamentadas mudanças. Para mostrar isto ele podia citar a continuidade da sua história com mudanças. Mas a continuidade é também uma característica da semântica migratória de um pentassílabo. Penso que podemos fazer melhor, avaliando o panorama em transformação, se olharmos mais propriamente para os esforços e actividades vigentes, velhos e novos, exotéricos e esotéricos, graves e frívolos, e deixarmos a palavra "filosofia" cair onde puder.
Aristóteles foi, entre outras coisas, um físico pioneiro e um biólogo. Em parte, Platão foi, entre outras coisas, um físico se considerarmos a cosmologia como uma parte teórica da física. Descartes e Leibniz foram, em parte, físicos. Naqueles tempos a biologia e a física eram chamadas de filosofia natural – foram assim chamadas até ao século dezanove. Platão, Descartes e Leibniz eram também matemáticos, e Locke, Berkeley, Hume e Kant eram, em larga medida, psicólogos. Todas estas luminárias e outras que nós veneramos como grandes filósofos eram cientistas na busca de uma concepção organizada da realidade. De facto, a sua busca foi para além das ciências restritas tal como, agora, as definimos; na altura, também havia conceitos mais básicos e amplos para desemaranhar e clarificar. Mas as dificuldades com estes conceitos e a procura por um sistema, numa grande escala, eram ainda integrais a toda a busca científica. À luz dos nossos dias, e olhando para trás, os mais gerais e especulativos alcances de uma teoria são considerados como algo distintamente filosófico. No entanto, actualmente, o que é perseguido sob o nome de filosofia também tem muito destas mesmas preocupações, quando é o que considero a sua melhor técnica.
Até ao século dezanove, todo o conhecimento científico, com relativa importância, podia ser acompanhado por uma só mente de primeira categoria. Esta situação confortável acabou à medida que a ciência se expandiu e se aprofundou: apareceram distinções subtis e proliferou o jargão técnico, muito do qual é genuinamente necessário. Os problemas de física, microbiologia ou matemática dividiram-se em problemas subordinados que qualquer um, retirado do contexto, surge ao leigo como inútil ou ininteligível: apenas o especialista vê como ele aparece no quadro completo. Actualmente a filosofia, quando contínua com a ciência, também progrediu. Aí, tal como na ciência, o progresso expôs distinções relevantes e conexões que, em tempos passados, passaram despercebidas. Aí, tal como noutros lados, problemas e proposições foram analisados em constituintes que, se tomados isolados, devem parecer desinteressantes ou pior ainda.
Justamente há cem anos atrás, pelas mãos de Gottlob Frege, a lógica formal completou o seu renascimento e tornou-se numa ciência séria. Nos anos subsequentes, um traço saliente da filosofia científica tem sido o uso, crescente, da poderosa nova lógica. Isto tem resultado num aprofundamento dos conhecimentos e num refinar de problemas e soluções. Também tem resultado na intrusão de termos técnicos e símbolos que, a par de servirem os investigadores, tendeu a afastar os leitores leigos.
Outro traço saliente da filosofia científica, neste período, tem sido uma preocupação crescente com a natureza da linguagem. Em círculos responsáveis isto tem sido visto como uma retirada sobre questões mais sérias. Mas, na verdade, é uma exteriorização de escrúpulos críticos que remonta a séculos atrás até aos empiristas britânicos clássicos como Locke, Berkeley, Hume e, mais claramente, Bentham. Nos últimos 60 anos, crescentemente, tem sido reconhecido que as nossas noções introspectivas tradicionais – significado, ideia, conceito, essência (noções não disciplinadas e não definidas) – proporcionam um fundamento extremamente débil e indisciplinado para uma teoria do mundo. Mas consegue-se ganhar controlo através de uma focagem nas palavras, analisando como elas são aprendidas, usadas e são relacionadas com as coisas.
A questão de uma linguagem privada, mencionada por Adler como frívola, é um exemplo para o caso em questão. Filosoficamente tornou-se significante quando reconhecemos que uma teoria legítima do significado deve ser uma teoria acerca do uso da linguagem, e que a linguagem é uma arte social, socialmente inculcada. A importância da matéria foi enfatizada por Wittgenstein e, previamente, por Dewey, mas não é entendida por alguém que se depara com a questão fora do contexto. Seguramente, muita da literatura produzida sob o título de filosofia linguística é filosoficamente inconsequente. Algumas peças são divertidas ou medianamente interessantes como estudos de linguagem, mas têm sido publicadas em jornais filosóficos apenas por superficial associação. Alguns desses jornais, mais filosóficos no propósito, são simplesmente incompetentes. O controlo da qualidade é uma mancha na imprensa filosófica florescente. Há muito tempo que a filosofia tem sofrido, ao contrário das ciências duras, de um irresoluto consenso em questões de competência profissional. Os estudantes do céu são separáveis em astrónomos e astrólogos, assim como os pequenos ruminantes domésticos são separáveis em carneiros e cabras, mas a separação dos filósofos em sábios e excêntricos parece ser mais sensível a sistemas de referência. Isto é talvez como deve ser, em virtude do carácter não regimentado e especulativo da disciplina.
Muito do que foi recôndito na física moderna foi aberto pela divulgação. Estou agradecido por isto pois tenho um gosto por física, mas não posso adquiri-la em estado bruto. Um bom filósofo que seja um expositor competente podia fazer o mesmo com a filosofia técnica corrente. Mas seria preciso talento, porque nem tudo o que é filosoficamente importante precisa de ser de interesse para o leigo, mesmo quando claramente explicado e posto no lugar. Pensemos na química orgânica. Reconheço a sua importância, mas não estou curioso em relação a ela. Do mesmo modo, não vejo por que o leigo deva apreciar muito daquilo que me interessa em filosofia. Se em vez de ter sido chamado para aparecer na série "Men of Ideas", da televisão britânica, tivesse sido consultado sobre a sua viabilidade, devia ter expressado dúvida.
O que tenho estado a discutir sob o título de filosofia é aquilo a que chamo de filosofia científica, velha e nova, pois tem sido a disciplina cuja moderna tendência Adler critica. Mas deste título vago não excluo estudos filosóficos de valores morais e estéticos. Alguns destes estudos, em moldes analíticos, podem ser científicos no espírito. Eles estão aptos, porém, para oferecer pouco no sentido da inspiração ou da consolação. O estudante que, primariamente, se forma em filosofia por conforto espiritual está mal orientado e, provavelmente, não é um muito bom estudante de qualquer modo, dado que a curiosidade intelectual não é o que o move.
A escrita inspirativa e edificante é admirável, mas o lugar para isso é a novela, o poema, o sermão ou o ensaio literário. Os filósofos, no sentido profissional, não têm qualquer peculiar aptidão para isso nem têm qualquer peculiar aptidão para ajudar a sociedade para um equilíbrio, embora todos devamos fazer o que pudermos. O que pode satisfazer estas necessidades perpetuamente urgentes é sabedoria: sofia sim, filosofia não necessariamente.
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Tradução: Eduardo Castro - Professor - UBI
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[CFUL/FCT(SFRH/BD /16755/2004)]
Esta peça foi escrita para o Newsday por pedido de resposta a uma peça de Mortimer Adler. As duas eram para aparecer juntas sob o título acima. Aquando da publicação, em 18 de Novembro, 1979, o que apareceu sob o meu nome verificou-se ter sido rescrito para agradar à vontade do editor. Este é o meu texto não corrompido.
* Quine, W. (1979), "Has Philosophy Lost Contact With People?", in Quine, W. (1981) Theories and Things, (Cambrigre, Mass.: HUP), p. 190-3.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Uma nova maneira de ver a filosofia


" A UBI acolheu ontem[dia 7 de Janeiro]mais uma palestra no âmbito do plano de estágios dos alunos de Filosofia. Cerca de sete alunas que estão a estagiar em escolas da região assistiram a uma palestra sobre a “pedagogia do projecto”.


Continuação urbi et orbi


domingo, 25 de novembro de 2007

Quase que dava para conquistar o Universo


Numa altura em que tanto se debate a importância da filosofia e a sua utilidade, aqui fica um conjunto de sociedades brilhantes... Juntem-se, unam-se.
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Associação Australiana de Filosofia – Lança um vídeo com breves respostas acerca da filosofia http://aap.org.au/resources/video.html
De Africa chega algum material interessantíssimo. Apoiado pelo Centro de Estudos Africanos da Universidade da Florida, o -Jornal de Estudos Africanos (online). Artigos variados de uma Filosofia Social e Politica. http://www.africa.ufl.edu/asq/
Associação Japonesa de Filosofia das ciências, criada por cientistas e filósofos, um bom exemplo. - http://phsc.jp/en/#pg1
Sociedade de Filosofia Prática, Índia - http://www.philosophicalcounsellingindia.org/

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Dia Mundial da Filosofia 2007 - Universidade da Beira Interior

Programa:

15 de Novembro de 2007

Sala dos Conselhos, Polo I, UBI

16 horas

Abertura:

Prof. António Fidalgo (UAL)

Prof. Paulo Serra (DCA)

Sexto - Empírico, Núcleo de Estudantes de Filosofia da UBI - Guilherme Leitão «Contributos para uma Filosofia Social»

Director de Curso de Licenciatura - Prof. José Rosa

Alocução: «O risco da Filosofia» - Prof. J. M. Santos

20.00 horas

Jantar Convívio/Tertúlia no "Clube União" "...Traz contigo uma citação"

(inscrições até ao dia 14 - sexto-empirico@hotmail.com 916458756 / 967997774)

organização:

Sexto Empirico

Curso de Filosofia


sábado, 25 de agosto de 2007

O Prado morreu! "Para onde vai a Filosofia"?

"Devo dizer que se trata de uma situação francamente inquietante: parece que, por critérios que têm a ver com a ideia de que o país precisa de se desenvolver, a Filosofia tende a desaparecer dos currículos das universidades. Logo a Filosofia, essa disciplina que deveria surgir como a rainha das disciplinas, aquela que as deveria de certo modo organizar, estabelecendo os nexos, as transversalidades, as forças ocultas, os veios essenciais. Poderemos chegar a esta situação algo absurda ou caricatural de vermos alguém chegar a uma universidade e lhe virem dizer que, se quiser saber algo de Filosofia, deverá arranjar um professor particular, ou então procurar uma universidade privada, dessas cujo estatuto é por vezes nebuloso, e procuram encontrar motivos para atrair alunos. É verdade que, na tradição portuguesa, a Filosofia tem um estatuto pouco reconhecível . Somos mais gente de História, para quem o acto de pensar não tem um estatuto respeitável. Mas, de qualquer modo, a gente reconhece a importância do pensamento. Querem um exemplo algo trivial? Veja-se, no programa Um Contra Todos, o caso desse excelente apresentador que é José Carlos Malato. Ele fez Filosofia, e isso reconhece-se logo no modo de abordar os problemas e na forma como se aproxima dos candidatos. É uma visão de conjunto, capaz de integrar a extraordinária variedade das questões e até a fragilidade ou a força de alguns candidatos.O que se passa neste momento, e que tem suscitado as reacções indignadas daqueles que se interessam por estas coisas, com reuniões, debates, intervenções públicas, mesas-redondas, é que o Ministério da Educação parece considerar que a Filosofia não deve ter lugar no ensino, pela simples razão de que não tem alunos suficientes. Sejamos objectivos: pelas razões já apontadas, é claro que não tem. Talvez seja frequentada por meia dúzia de pessoas no máximo do seu auge. Mas a verdade é que é preciso distinguir duas coisas: ou encaramos os problemas segundo uma perspectiva meramente economicista (o que, infelizmente, acontece com demasiada frequência no âmbito do Partido Socialista), ou então tem de se ter em conta a própria lógica do sistema universitário, onde é difícil imaginar a ausência da Filosofia. Donde, o que se está a verificar é francamente perturbante. Para onde estamos a ir? Para que tipo de sociedade nos encaminhamos? Tenho grandes dúvidas em relação a todo este processo. Basta de querermos ser apenas eficazes, temos de perceber que as coisas têm a sua especificidade e não vale a pena estar a escamoteá-lo. Uma escola não pode ser apenas uma máquina produtiva, tem de estar ligada a uma visão do mundo, e, se essa visão do mundo é de esquerda, tem de assumir aquilo que essa esquerda tem como tradição. A ideia de que a Filosofia tem um papel fundamental não é recente, vem muito de trás, provavelmente do romantismo alemão e de alguns nomes essenciais como Schlegel ou Hölderlin. É verdade que, na sua essência, o problema da Filosofia não tem orientação ideológica particular. É uma realidade que se impõe aos olhos de todos e que deveria ser considerada por todos."

sábado, 24 de março de 2007

Professores André Barata e Rita Duarte - Lançam Livro


"Há ofícios da palavra. A Literatura, que não admite um outro de si, e a Filosofia, cujo outro é já sempre de si. Ou por outras palavras, a literatura é para realizar, a filosofia é para significar."

André Barata



Primeira apresentação terá lugar no proximo dia 30 de Março, às 18h 30 na Sede da Editorial Caminho, Av. Almirante Gago Coutinho em Lisboa.


Ambos Docentes na Universidade da Beira Interior. Apresentam assim uma obra conjunta na área experimental, que busca a envolvência da Poesia e da Filosofia.



sábado, 9 de dezembro de 2006

Forum

"Filosofia, escrava da Teologia."
Porquê?

sábado, 25 de novembro de 2006

Ignorância para ignorantes

"A sofística e a retórica são criações gregas. Os gregos criaram-nas quando um pouco por toda a Grécia a democracia começou a substituir as antigas monarquias e oligarquias. O novo regime impôs a palavra como forma de acesso e de exercício do poder e o seu fascínio e capacidade persuasiva rapidamente conduziram à formulação de técnicas oratórias cujo domínio assegurasse a vitória nos debates públicos. Os jovens ambiciosos de então não tiveram dificuldade em perceber a enorme vantagem que o domínio destas técnicas representava e, para responder à procura, surgiram por todo o lado professores de sofística e de retórica, os mais famosos dos quais foram Protágoras e Górgias. Assim, a retórica e a sofística adquiriram rapidamente um lugar central na educação e na vida pública gregas."

sexta-feira, 29 de setembro de 2006

Congresso Internacional de Pedagogia. Repensar a escola hoje: o contributo dos jesuitas.



A Escola, como qualquer realidade humana, é um ser vivo, sempre em constante mutação. Quem vive a Escola percebe que só uma reflexão profunda pode responder às exigências mais sérias de uma sociedade contemporânea, marcada pelo multiculturalismo e confronto de ideias, por vezes, tão antagónicas. Hoje, mais que soluções, apontam-se caminhos.
Nos dias 19 a 21 de Outubro, na Faculdade de Filosofia da Universidade Católica de Braga. Inscrições e informação adicional aqui.

sábado, 16 de setembro de 2006

Ciência e a Cidade

Espaço para debate e conquistas analógicas e multidisciplinares. Temas, ideias e inovação. 20 de Setembro, dia grande, onde o nosso professor André Barata, vai discutir em relação ao -Génio.
Mais info:gulbenkian

terça-feira, 4 de julho de 2006

Filosofia, investigação e ensino na universidade

"...Nas universidades onde se faz verdadeira investigação poderia pensar-se que haveria uma desculpa para desprezar a qualidade do ensino, que é encarado apenas como uma actividade sem prestígio que consome precioso tempo, dolorosamente roubado à prestigiante investigação. Mas nem nestas universidades é defensável tal desprezo — e portanto ainda menos nas outras. O desprezo pelo ensino não é defensável porque sem ensino de qualidade acabará por não haver investigação de qualidade. A relação entre a qualidade do ensino e a da investigação é directa. Sem um ensino de qualidade, os estudantes chegam mal formados ou, o que é muito pior, deformados, à pós-graduação e ao doutoramento. Esta é a ideia óbvia que é preciso defender, explicar e reafirmar..."