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sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

EU "treaty" is really a constitution that is "impenetrable for the public"

The new EU Reform Treaty is effectively the same as the constitution it was designed to replace, according to a leading architect of the constitution.
The treaty differs from the abandoned constitution in “approach rather than content”, says former French President Valery Giscard d’Estaing.
Mr Giscard d’Estaing led a committee drafting the constitution, rejected by French and Dutch voters in 2004.



Tratado de Lisboa assinado pelos líderes europeus?

Pedimos a um Professor do Departamento de Economia da Universidade da Beira Interior um breve texto sobre o Tratado "Europeu", onde esperamos a resposta. Pedimos a um outro Professor de Teoria Politica do Departamento de Comunicação e Artes da mesma Universidade e eis a resposta:
" De bom grado escreveria um artigo sobre o Tratado Europeu para o Sexto Empírico caso estivesse suficientemente informado e devidamente documentado sobre o assunto. Ora, não é o caso.
Confesso que ainda não senti curiosidade em o ler, talvez porque professo um certo cepticismo face à "Europa", embora reconheça que um bom "cidadão" europeu não pode nem deve alhear-se quer dos aspectos jurídicos quer sobretudo dos aspectos políticos do referido Tratado.
Saudações cordiais.
"

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Our Democracy for Sale, Still

Federal election law limits some donations to limit unethical influence of wealthy interests, but secret, unlimited donations are still legal
On August 1, the Globe and Mail claimed to have "discovered" in Canada's federal political donations law a loophole that allows a donor to donate more than $60,000 in secret to a political party through small donations to each of the party's riding associations. Actually, this is neither a discovery, nor is it the only or most serious federal secret donations loophole.
The association donation loophole was highlighted in Democracy Watch's 1999 report "For the Best Government Money Can't Buy."
And yes, it is illegal for corporations, unions and other organizations to make donations to parties, riding associations or candidates (since January 1, 2007), and illegal for individuals to exploit this loophole to make donations larger than the legal limits of $1,100 annually to each party, $1,100 annually combined total to each party's associations, and in an election year an additional $1,100 combined total to each party's candidates (all three limits increase each April 1st based on the inflation rate). But these limits cannot be enforced because of weak disclosure and enforcement measures.

segunda-feira, 17 de julho de 2006

Ser de esquerda ou de direita hoje


Depois do tempo em que Abril floriu, quase toda a gente se dizia de esquerda. Por convicção, por oportunismo ou, simplesmente, porque estava na moda o ideal de esquerda. Contudo, os modismos passam e a realidade sobressai com a sedimentação do tempo.
Nos idos de 1974/75, ninguém ousava afirmar «eu sou de direita», isso era arriscado. Nem aqueles que hoje orgulhosamente se assumem como tal tinham a coragem de o dizer. Era perigoso para quem o afirmasse. Ser de direita significava ser fascista, reaccionário, capitalista ou lacaio do capitalismo, dizia-se. Com efeito, ser de direita era estar contra a classe operária, o proletariado, ou negar a sua própria classe. E eis que toda a gente, ou quase, vestia os adornos do operário, figura mitificada na época, que era considerado, muitas vezes sem saber porquê, como progressista, defensor do povo... E então, era ver alguns daqueles que hoje se assume pomposamente de direita, vestir os tais adornos, símbolos da esquerda da época, tais como: cabelo comprido, barba crescida e desgrenhada, palavrão pronto na boca, etc., etc.
Os tempos mudam, os símbolos políticos também. No entanto, ainda temos referências sérias quer de direita quer de esquerda. Que referências? A marca de mulheres e de homens que sempre afirmaram as suas convicções político-sociais, que não balançaram conforme as oportunidades, que mantiveram, embora evoluindo – que o tempo a isso obriga – nos princípios que enformam as suas convicções.
Aprendemos que ser de esquerda é defender o interesse do geral, é ser solidário, é estar ao lado daqueles que menos podem, é lutar contra as desigualdades entre pessoas e povos, é eliminar a repressão e a opressão, é defender a liberdade e criar as condições para a existência de um mundo mais justo e solidário.
E ser de direita? Seria menos complicado dizer que é o contrário do que dissemos no parágrafo anterior. Mas não. Hoje, está na moda a afirmação de direita. Veja-se como alguns políticos, hoje em moda, se afirmam orgulhosamente de direita. E mais, repare-se como, quando se dizem de direita, estão a afirmar que a esquerda é uma peste, é o mal. Aliás, os direitistas são hábeis maniqueístas. Ou seja, os homens e mulheres que se afirmam de direita, especialmente a direita radical, tal como certa esquerda em 1975, tem dificuldade em reconhecer e aceitar a outra parte. E então, quando falam dos princípios de esquerda fazem-no com desdém.
Que valores defende a direita, hoje? Analise-se os seus discursos, que lá está tudo: a Pátria, o trabalho, a autoridade, o respeito pelos superiores valores do Estado, o dinheiro, o beija-mão, a reverência e o endeusamento, de entre outras ideias similares.
Toda a gente defende a Pátria, mas quando se fala tanto em patriotismo, que se esconde? O trabalho é a única fonte de riqueza, mas o seu a seu dono. Porque para que alguns sejam muito ricos, muitos estão muito pobres. A direita tem dificuldade em redistribuir a mais valia. Autoridade sim, mas sem autoritarismos. A direita faz apelos constantes à autoridade do Estado, querendo com isso indicar a sua autoridade. A autoridade que defendem é a autoridade imposta, não a conquistada pelo exemplo. Com efeito, a direita fala como se estivesse acima da maralha. Todo o patriota respeita o Estado, que somos todos nós, mas será que o Estado que a direita propala respeita o cidadão comum? Toda a gente precisa de dinheiro. Sem esse nobre metal a nossa vida é um inferno. Mas certa direita só vê euros, sonha com eles, quer controlá-los e deixar no mealheiro umas migalhas, uns cêntimos para o Zé encontrado pela direita em Coimbra, aquando da campanha eleitoral para as legislativas de 2002, lembra-se? A direita folclórica gosta muito do beija-mão, gosta que lhe tirem o chapéu, gosta da reverência e do endeusamento. Pois que faça bom proveito.
Como apontamento final, direi que neste mundo da globalização, onde tudo é tão rápido e fluído, onde a generosidade não abunda, onde a concorrência não olha a meios, onde se procura aniquilar o outro e impor a vontade própria, é difícil apreender claramente onde está o traço que separa o homem de esquerda do homem de direita. E porquê? Porque vemos homens de esquerda com práticas que habitualmente são atribuídas à direita, e homens de direita com atitudes normalmente atribuídas à esquerda. O exemplo depende da oportunidade. É tal a miscelânea de comportamentos humanos neste início de século, que o que devemos relevar são as boas práticas, acções e atitudes de todos os homens e mulheres, e repudiar o contrário, para que a pessoa humana possa contribuir para um mundo mais fraterno, generoso, solidário e livre, como quis Abril que o Zeca Afonso cantou. (António Pinela, Reflexões, Março de 2003).

terça-feira, 28 de março de 2006

Filosofia: Revolução ou evolução?

Com a entrada de "Bolonha" já no próximo ano lectivo, o nosso curso vai ter algumas disciplinas nucleares a deixar de fazer parte do nosso plano curricular e é claro, a duração do curso diminui para os três anos, o que faz com que todo o conceito de historia com mais de 3 mil anos seja posta à prova.
Vamos talvez deparar com uma universidade que forma pessoas com intuito de um saber mecânico e um pouco malicioso e, não como uma entidade que forma seres com capacidades de reflectir ou seja, o FILÓSOFO. Será que tanto a sistema de ensino (professores?) como o método estão preparados? Ou então, este será o principio de uma "bela" revolução. Qual o papel afinal da filosofia nesta Sociedade?

sábado, 10 de setembro de 2005

Após a revolucão, vem o museu...

Depois de uma breve passagem pelo blog, para uma análise da evolução do mesmo, reparou-se que no arquivo de Junho ficou uma “discussão” inacabada. O tema é interessante e motivador, isto porque engloba aspectos naturais e simples da vida e evolução humana.
Filosofia é e será sempre a arte das artes, isto porque, filosofia é tudo, mas não é nada. Assim sendo, recupera-se os comentários e retoma-se a discussão.
Bem vindos…


Parte primeira:
Após a revolucão, vem o museu...Onde está a estranheza deste meu título, quando a humanidade, não se lembra da lentidão do seu pensamento. A primeira lição que aprende em história é que o homem pouco mudou onde quase tudo mudou: as circunstâncias mudam e tão depressa! No mundo da mudança habita a desorientação crescente, envelhece a nossa habilidade para cuidar do mundo em que se vive. A confiança nos cientistas, nos jogos de realidade virtual e no boato que os politicos simulam. Este monopólio dos intruídos que vivem idealizando teorias para nos atirarem na crença. Porém, felizmente, existem sensibilidades preocupadas com o que há de mais elementar na agonizante vida terrestre. todos nós entendemos a dor e o choro, todos sabemos de amores e de traições e, por vezes, esquecemos o mais natural. Neste grande relevo da sociedade, precipitadamente dividida entre leigos e competentes, nunca existirá consenso entre ambos. O mundo permite que bebamos na fonte do elixir de novas experiências, que constituem o derrame fulcral sobre os aspectos mais superficiais da nossa realidade. Por vezes, embriagamos o nosso espírito com saberes inócuos, opostos ao "pathos" da verdade. Neste canto tão pequeno do universo, onde nos afluem incontáveis quantidades da nossa náufraga ignorânçia, porque não desesperar e atirar contra o sol ?Finalmente, atingido o ponto mais alto da ciência, deixa de ser necessário o mais simples invento, o da reciclagem. A cultura do lixo deverá ser acompanhada por outra: de reciclagem. E para completar o raciocínio digo que: a era do desperdício é também a era dos museus, dos parques naturais, da protecção, no sentido da continuidade da bio-deversidade.
Autor: Daniel Lopes ( S_E)
Parte segunda:
Um dos aspectos mais tristes da cultura filosófica nacional é o completo desconhecimento da melhor filosofia contemporânea. Há algum tempo fiquei a saber que a cultura filosófica nacional está ainda na fase da contra-reforma, cuja expressão máxima foi o salazarismo de meio século, e cuja propriedade proeminente é o isolamento provinciano.Este isolamento tem consequências desastrosas. Nos jovens com talento e gosto pela filosofia afastamo-nos desta actividade, pois parece-me — e com razão — que a filosofia é uma peça de museu, onde se discutem textos em vez de ideias, e onde os pensadores mais modernos já morreram há muito. As pessoas que vão ficando na filosofia são os cinzentos, que não têm gosto pela aventura do pensamento rigoroso nem pela discussão clara de ideias. E o resultado é o que está à vista: uma cultura filosófica feita de paráfrases obscuras e citações abundantes, mas onde a capacidade para pensar pela sua própria cabeça nos grandes problemas da filosofia não é, de modo algum, uma propriedade proeminente.
(desconhecido)
Parte terceira:
Todavia, em Portugal continua-se a achar que fazer filosofia é comentar textos de filósofos que morreram há séculos. O resultado é o que temos: professores de filosofia que nada sabem realmente de filosofia, excepto papaguear textos, sugestões enviesadas e jogos de palavras "eruditos" com muitas palavras latinas, gregas e alemãs à mistura. Os grandes problemas, argumentos e teorias da tradição filosófica passam-lhes ao lado. Porque a única via de acesso à história da filosofia é a filosofia contemporânea, se estivermos apartados da filosofia contemporânea não poderemos compreender realmente os problemas, as teorias e os argumentos dos filósofos mortos — tal como alguém que nada saiba de medicina não pode compreender realmente a história da medicina do século XII.
(zé das couves)
Meus amigos, agora é convosco...