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sábado, 15 de março de 2008

Conferência "Estética e Politica em Edmund Burcke"


29 de Abril

O IFP - Instituto de Filosofia Prática promove a realização da conferência intitulada "Estética e Politica em Edmund Burcke" que decorrerá no dia 29 de Abril, pelas 17h30 na Sala dos Conselhos.
Conferencista: Hermann PARRET U. Lovaina.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

O capitalismo e o marxismo


O capitalismo manifesta-se como forma de bem-estar, de consumismo, e nas formas mais degeneradas, de hedonismo.
O marxismo, manifesta-se sobretudo sob a forma de domínio ideológico e político.
Não se pode dizer que o bem-estar e o hedonismo sejam concebidos como modelos de vida. O processo de desumanização aparece quando o hedonismo é entendido como ideal de vida, como razão da existência.
No contexto do capitalismo, é importante individualizar quais são os ideais de vida. Quando tais ideais são tão terrenos que nos levam a seguir só o imediato.
Quando o ideal é constituído por bens materiais, todo o sector vocacional fica em crise, mesmo se não se negasse explicitamente a existência de Deus. É necessário empenhar-se para a destruição destes pseudo valores e destes ídolos.
Isto pode ser feito por pessoas que tenham uma vocação, que amadureceram a sua escolha de vida, fora das manipulações culturais e no contexto de uma autêntica relação com Deus. Deus é vivido e pensado a partir de uma certa experiência com a natureza; Deus é identificado com a natureza. Por exemplo. Identificam-se os trovões como Deus a ralhar, Deus quer castigar. São imagens falsas de Deus, imagens supersticiosas e míticas da religião.
O ter, o poder, o gozar permanecem enter as realidades do mundo. Nos momentos mais difíceis, recorrem a Deus.

terça-feira, 17 de outubro de 2006

Hannah Arendt - A mulher politicamente Correcta


100 Anos do nascimento da principal filósofa Americana. O seu contributo para a filosofia politica é incontestável.
Mais Inf: Wikipédia

segunda-feira, 17 de abril de 2006

Colóquio: DECISÃO E CRENÇA

Realiza-se na Universidade da Beira Interior, nos dias 20 e 21 de Abril, um colóquio sobre o tema "Decisão e Crença", organizado pelo Prof. António Bento, inserido nos eventos do Instituto de Filosofia Prática.

Na medida em que tanto a palavra "crise" como a palavra "crítica" têm a sua
origem comum no verbo grego kriné (que significa separar, escolher, julgar,
decidir), não é pensável uma "crítica" consequente da decisão que não seja, ao
mesmo tempo, uma "crise" da decisão. Sabe-se como o uso grego das palavras
kriné e krísis se referia em geral, mas não exclusivamente, à jurisprudência e à
prática jurídica. Além de significar separação e disputa, a palavra krísis designou
também a decisão no sentido de um veredicto: sentença ou juízo definitivo. Daí o
uso forense da palavra krísis na acepção de juízo, processo e, em geral, tribunal;
daí também que no horizonte de sentido da palavra krísis apareçam já o «pró e o
contra» e que as razões em disputa obriguem à decisão. No que se refere à decisão
de carácter especificamente jurídico, a palavra krísis possui originariamente o
sentido de criação de ordem.
No seu ser em bruto, existencial, quando marcada pela urgência da situação, a
decisão é quase sempre a negação de outras decisões, de sentido necessariamente
oposto. Sob este aspecto, é muitas vezes das profundezas dos instintos vitais
e não de um raciocínio nem de uma avaliação prudente da oportunidade, que a
decisão extrai a sua fundamentação e legitimidade: ela é uma resposta, dir-se-ia
biológica, à necessidade de decidir. O seu valor está precisamente em que nos
assuntos mais graves e sérios da vida importa mais que se tome uma decisão do
que o conteúdo ou o sentido que a decisão possa adquirir.